RIO DE JANEIRO, 22 Ago. 16 / 03:00 pm (ACI).- Joe Kovacs, membro dos Cavaleiros de Colombo, a maior organização leiga do mundo, ganhou uma medalha de prata na Olimpíada Rio 2016 após arremessar a bola de ferro a 21,78 metros.

 

O arremessador de 27 anos que foi campeão do mundo em Pequim no ano passado, foi treinado pela primeira vez no esporte pela sua mãe, Joanna, que o criou sozinha depois que o seu pai faleceu em 1997.

“Estudei em uma pequena escola católica chamada Belém Catholic High School, que não tinha uma pista ou instalações. Minha mãe se tornou minha treinadora de atletismo ao ver que não havia treinador de arremesso de peso e disco. Conhecia o arremesso de peso, depois de ter sido campeã em seu distrito quando era jovem”, disse Kovacs em diálogo com Columbia, revista dos Cavaleiros de Colombo.

Pouco tempo depois, Joanna encontrou um treinador com muitos conhecimentos para que Joe pudesse treinar para as competições.

“Tínhamos que viajar a Harrisburg (capital da Pensilvânia) todos os domingos depois da Missa e nos reuníamos com ele. Eu praticava e minha mãe ia aprender comigo. Aquilo realmente nos uniu e me ajudou muito no esporte”.

Em 2008, Kovacs conseguiu uma bolsa de atletismo da Universidade Estatal da Pensilvânia e se uniu aos Cavaleiros de Colombo como um membro do Conselho 4282 de Nossa Senhora do Sagrado Coração em Nazaré. Tempos depois, o arremessador se formou em negócios de energia e finanças.

A respeita da sua fé, Kovacs contou que junto com sua mãe começaram a frequentar a comunidade dos Missionários do Sagrado Coração quando era pequeno.

“Os missionários eram os sacerdotes da nossa paróquia e sua comunidade de retiro estava aproximadamente a 20 minutos da minha casa. Toda a comunidade de sacerdotes e irmãs desta região me ajudaram e também a minha família a sair do momento difícil quando perdi o meu pai. Eles me ajudaram a formar minha fé”, disse Kovacs.

Do mesmo modo, um dos sacerdotes, o Pe. Joe Gleixner, foi seu padrinho de Crisma. “Eu participava de uma grande quantidade de feiras de ciências no colégio e ele me ensinou como construir coisas. Construímos juntos um túnel de vento. Um dos sacerdotes também me ensinou a jogar golfe, assim aprendi a ter um bom swing”.

“Eles não eram somente exemplos, eram amigos, e considero que todos eles fazem parte da minha família”, acrescentou.

Ao explicar sobre sua decisão de se unir aos Cavaleiros de Colombo, disse: “Quando era pequeno, eu achava que eles eram os jovens geniais que carregavam espadas. Mas me aproximei dos Cavaleiros na igreja, porque eles sempre faziam voluntariado e organizavam os eventos…. Percebi que as pessoas que admirava e que eram meu exemplo faziam parte desta grande organização”.

Finalmente, Kovacs contou à Revista Columbia sobre seu amor à Igreja e seu caráter universal. “Cada vez que visito uma igreja de um país diferente, o formato da Missa é o mesmo. Pode acontecer que não saiba o que estão dizendo pois está em um idioma diferente, mas sei o que está acontecendo”.

“Na maioria dos países, só sei algumas palavras para poder comer, mas quando vou à igreja sei o que está acontecendo e posso participar da Missa”, concluiu.