Detentos poderão participar do Ano Santo da Misericórdia na Basílica de São Pedro com o Papa, afirma Dom Fisichella 

Vaticano, 05 de Maio de 2015 (ZENIT.org)

Detentos poderão celebrar o Ano Santo com o Papa na Basílica de São Pedro, afirmou o arcebispo que está colaborando com o Papa na organização do Ano Jubilar da Misericórdia.

Durante conferência realizada esta manhã na Sala de Imprensa da Santa Sé sobre o Ano Santo da Misericórdia, Dom Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, falou à imprensa sobre o que esperar.

O Jubileu extraordinário anunciado pelo Papa Francisco em 11 de abril, terá início dia 08 de dezembro na Solenidade da Imaculada Conceição, dia em que a Porta Santa da Basílica de São Pedro será aberta, e terminará dia 20 de novembro de 2016, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Entre as duas datas, um calendário de eventos estará disponível.

O responsável pelo Dicastério Vaticano incentivou os presentes a ler a Bula de proclamação do Jubileu, Misericordiae Vultus, que detalha os objetivos do Papa Francisco para o Ano Santo.

Sobre como acompanhar a programação do Ano Santo, ele destacou o lançamento do site oficial: www.iubilaeummisericordiae.va , acrescentando também o site www.im.va, disponível em sete idiomas – Italiano, Inglês, Espanhol, Português, Francês, Alemão e Polonês. O site fornece informações oficiais sobre o calendário dos principais eventos, informações para participar dos eventos com o Santo Padre, e todos as comunicações oficiais relativas ao Jubileu.

Além disso, através do site, as dioceses poderão obter informações e sugestões pastorais, inscrever grupos de peregrinos e compartilhar os projetos diocesanos. O site disponibiliza vários links para as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Google Plus e Flickr), através dos quais, disse ele, o Vaticano fornecerá informações atualizadas sobre as iniciativas do Papa e publicará em tempo real os principais eventos. Ele acrescentou que estão estudando a possibilidade de um aplicativo para integrar melhor todas essas informações.

“A fim de evitar qualquer mal-entendido, é importante reiterar que este Jubileu da Misericórdia não pretende ser o Grande Jubileu do Ano 2000. Portanto, qualquer comparação não tem sentido; cada Ano Santo possui sua própria natureza e objetivos específicos.

“É desejo do Papa que este Jubileu seja celebrado em Roma, bem como nas Igrejas locais, dando a devida atenção à vida das Igrejas individuais e de suas necessidades, de tal forma que as iniciativas não sejam um peso extra para as Igrejas locais, mas sejam inseridas no calendário de atividades regulares, com naturalidade”.

Além disso, pela primeira vez na tradicional história dos Jubileus, “há a oportunidade para que cada diocese abra uma Porta Santa – A Porta da Misericórdia – seja na Catedral ou em uma igreja com significado especial ou em um santuário de particular importância para as peregrinações”.

“Achamos que seria importante reunir os fiéis que vivem de maneira particular a experiência da misericórdia”, disse o arcebispo Fisichella, antes de citar alguns eventos que terão lugar durante o ano.

Em 3 de abril, teremos uma celebração para aqueles que, de várias maneiras são inspirados “por algum carisma de misericórdia”, movimentos, associações e institutos religiosos.

Em 04 de setembro voluntários de todo o mundo estarão reunidos. “O voluntário é uma testemunha dinâmica de alguém que vive as obras de misericórdia em suas várias expressões e merece ser celebrado de maneira especial”, disse ele.

“Para aqueles que são inspirados de alguma maneira particular por Nossa Senhora”, em 9 de outubro, haverá um dia especial para comemorar a Mãe da Misericórdia.

Está previsto uma série de eventos dedicados aos jovens, que, observou ele, “depois de receber o Sacramento da Confirmação são chamados a professar a fé”.

Fisichella indicou que para os jovens entre as idades de 13 e 16, haverá algumas oportunidades para o envolvimento na vida pastoral ordinária da Igreja. Diante disso, eles reservaram a data de 24 de abril para eles, alguns meses antes da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em Cracóvia, de 26 a 31 de julho, “voltado para jovens de uma faixa etária maior”.

Em 29 de maio, um jubileu será realizado pelos diáconos “que por sua vocação e ministério são chamados a presidir obras de caridade na vida da comunidade cristã”.

Por ocasião do 160º aniversário da Festa do Sagrado Coração de Jesus em 3 de junho, haverá uma celebração jubilar para os sacerdotes.

Dia 25 de setembro, acontecerá o jubileu dos catequistas que “transmitem a vida de fé, apoiando as comunidades cristãs e, em particular, nossas paróquias, de uma forma decisiva.”

No dia 12 de junho, ele explicou que haverá um grande encontro para os doentes e portadores de deficiência, e aqueles que cuidam deles.

Em 6 de novembro, “vamos celebrar o jubileu para os detentos, que será realizado não apenas nas prisões, mas estamos avaliando a possibilidade de alguns celebrarem o Ano Santo com o Papa Francisco na Basílica de São Pedro”.

Haverá também ações significativas para implementar a visão e o testemunho do Papa Francisco de estender a mão para aqueles nas “periferias existenciais da sociedade, a fim de testemunhar o cuidado da Igreja para com os pobres, os sofredores, os marginalizados, e todos aqueles que precisam de um sinal de ternura”, afirmou ele.

Esses momentos, destacou o arcebispo, terão um significado simbólico, com bispos e padres que serão convidados a realizar, em suas próprias dioceses, gestos semelhantes de comunhão com o Papa Francisco, “de modo que todos recebam um sinal concreto do ministério da Igreja de misericórdia e proximidade”.

Outra prioridade, disse Fisichella, é satisfazer as necessidades dos muitos peregrinos que virão a Roma sozinhos ou em grupos organizados. “Para eles, haverá um número de igrejas no centro histórico de Roma, onde serão acolhidos para momentos de oração em preparação para a passagem pela Porta Santa em uma atmosfera de genuína devoção espiritual”, afirmou.

Todos os peregrinos que virão a Roma terão um percurso privilegiado pelo qual passarão pela Porta Santa. “Isto é necessário para assegurar que o evento seja vivido de uma forma piedosa, livre de qualquer clima de abuso que pode facilmente enfrentar milhões de pessoas que fazem uma peregrinação a locais sagrados cristãos”.

“Estamos convencidos de que o caminho da Misericórdia no qual o Papa Francisco colocou a Igreja nesta jornada do Jubileu será um momento de verdadeira graça para todos os cristãos e um despertar para o caminho da nova evangelização e da conversão pastoral que o Papa tem indicado”.