Um ‘artista’ utilizou 240 hóstias consagradas para a sua ‘obra de arte’. O arcebispo de Pamplona disse: ‘Profanação gravíssima que ofende a fé, sentimentos e prejudica a liberdade religiosa’

 

Madrid, 24 de Novembro de 2015 (ZENIT.org) Ivan de Vargas – O Arcebispo de Pamplona e bispo de Tudela, Francisco Perez, convocou para esta quarta-feira duas missas de reparação em resposta à exposição sacrílega “Desenterrados” do artista Abel Azcona, que utilizou mais de 240 hóstias consagradas para escrever a palavra “pederastia” em um projeto denominado “Amém”.

A manifestação que o autor define de ‘artística’ foi inaugurada na sexta-feira passada na Sala de Exposições da Praça Serapio Esparza da capital navarra, um local propriedade do arquidiocese que, no anos 90, foi cedido à cidade de Pamplona.

Em um comunicado, o Arcebispo metropolitano “informa e convoca todos à santa missa de reparação que será celebrada na quarta-feira, 25 de novembro, às 19hs, nas Catedrais de Pamplona e de Tudela”.

Além disso, a arquidiocese disse em sua nota que esta exposição “é uma grave profanação da Eucaristia, um fato que ofende profundamente a fé e os sentimentos Católicos e viola a liberdade religiosa”.

Por esta razão, expressou “sua forte condenação destes acontecimentos dolorosos, que constituem um ataque contra a fé da comunidade católica, dos fieis desta arquidiocese e de todos os católicos”.

Também explicou que “um católico que cometesse um ato semelhante incorreria na excomunhão imediata reservada à Sé Apostólica, como indicado no Código de Direito Canônico”, que afirma que “quem joga fora as espécies consagradas, ou as leva consigo ou conserva para um propósito sacrílego, incorre em excomunhão latae sentenciae, reservada à Sé Apostólica”.

Finalmente, Mons. Francisco Pérez agradeceu a todos os fiéis diocesanos e de outros lugares pelas “suas manifestações perante o ato de profanação feito”.

Como garantiu o próprio Abel Azcona, para realizar o projeto “amém” o artista teria participado de 242 celebrações eucarísticas em Pamplona e Madrí. Em todas elas, se aproximava para comungar e guardava o pão consagrado sem ser visto.

Em algumas fotografias, Azcona aparece escrevendo a palavra “pedofilia” com as hóstias consagradas no chão de uma galeria de arte, e com o seu corpo nú na composição, como parte da performance.