Movimentos e novas realidades eclesiais são um grande dom de Deus para os jovens do terceiro milênio

 

Roma, 24 de Novembro de 2015 (ZENIT.org) Carlo Climati – Há muitos jovens que frequentam os movimentos católicos e as novas realidades eclesiais. Qual é o segredo deste sucesso entre a nova geração? Certamente a beleza da diversidade. Cada um pode escolher a espiritualidade que prefere, mas o ponto de chegada é sempre o Senhor.

Eu gosto de pensar em Deus como um grande artista, inspirador de obras sempre novas. É Ele quem pinta e modela os novos movimentos, como obras de arte, escancarando as portas do Céu.

Por inspiração das mãos de Deus, não pode haver dúvida. No entanto, nem todas as novas realidades eclesiais são compreendidas. Certos movimentos podem ser amados e respeitados, mas também criticados ou vistos com desconfiança.

Afinal, isto é o que acontece com a novidade. Às vezes é preciso um pouco de tempo para digeri-la. Muitas vezes, podem despertar inveja ou medo. Mas uma coisa é certa: Muitos jovens se aproximam deste mundo porque têm uma alma pura, livre de preconceitos. Eles sabem abrir os braços com facilidade e acolher mais espontaneamente as novas obras de arte do Senhor.

Certamente os novos movimentos representam uma extraordinária carga energética para a Igreja. Eles ajudam a torná-la mais fresca e viva, lançando novas linguagens e oferecendo caminhos diferentes a seguir.

O dom mais evidente, que todos nós podemos compreender, é o de tentar concretizar o espírito de renovação do Concílio Vaticano II.

Nos últimos anos, graças a Deus, se desviaram da dimensão de uma igreja gueto organizada por “setores”: de um lado, os sacerdotes e as freiras, do outro, o resto do mundo. De um lado, os consagrados, escolhidos pelo Senhor, do outro os leigos frágeis e humano.

Esta divisão errada não existe mais. O grande mérito dos movimentos e novas realidades eclesiais é exatamente a grande atenção aos leigos, movimentando-os e convidando-os a viver com entusiasmo a mensagem do Evangelho.

Uma vez a palavra “vocação” foi utilizada apenas para o clero, fazendo parecer que, para alcançar o Céu, seria necessário usar um abito e isolar-se do mundo.

Hoje, no entanto, graças à contribuição dos novos movimentos, já não é assim. Os leigos também podem viver plenamente sua vocação cristã, sem necessariamente entrar em um convento. De fato, é perfeitamente possível seguir o Evangelho permanecendo no mundo, com os dois pés.

Você pode se tornar santo indo ao trabalho, à escola ou à faculdade. Noivando e casando. Indo ao cinema ou dançando. Temperando a comida ou jogando bola com seu filho. O importante é fazer tudo com amor, recordando que somos filhos de Deus.

Depois, há outra questão de grande fascínio para os jovens: a plena fidelidade ao Papa.

A beleza dos movimentos e novas realidades eclesiais reside no entusiasmo e no amor que se espalha entre os jovens, convidando-os a seguir o Papa.

Deixa claro para as novas gerações que elas podem confiar na Igreja. Não fecham os olhos diante dos erros humanos, mas comunicam uma mensagem clara: a Igreja foi feita por Jesus e vai muito além das quedas dos indivíduos.

Os movimentos têm ajudado os jovens a se sentirem Igreja, profundamente Igreja. Eles alimentam um sentimento de alegria e de pertença que incentiva os jovens a agir de forma mais responsável, seguindo os passos de Cristo.