D. Jorge Ortiga presidiu a bênção dos estudantes finalistas da Universidade do Minho

 

Braga, 09 mai 2015 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga considera que a família está hoje ameaçada de “destruição” e nesse sentido deve ser defendida na sua essência, enquanto “núcleo estruturante da sociedade”.

Durante a Missa da bênção dos estudantes finalistas da Universidade do Minho, D. Jorge Ortiga denunciou aqueles que, de forma “organizada”, querem “negar ou destruir este património imaterial da humanidade”, perante a “ingenuidade ou distração” dos próprios católicos.

“Será por medo de sermos politicamente incorretos que nos silenciamos face ao movimento ideológico de substituir ‘pai’ e ‘mãe’ por ‘genitor A’ e ‘genitor B’?”, questionou o prelado, para quem a família “tem uma história e uma identidade” que “não podem ser desvirtuadas”.

Nesse sentido, o arcebispo minhoto alertou os estudantes para o perigo de “descuidar” este problema, convidando-os a preservar as suas famílias, um “lugar onde se vive o amor desinteressado”.

“Caros jovens, agradecei hoje a Deus pela vossa família, respeitai-a. Sabeis que ela tem sido o suporte do vosso existir”, exortou.

Na sua homilia, enviada à Agência ECCLESIA, D. Jorge Ortiga desafiou também os mais novos a saberem “respeitar a vida”, num tempo marcado pela cada vez maior intervenção da ciência no destino humano.

“É grave quando determinados cientistas confundem a opinião pública e introduzem falsas distinções conceptuais de ‘pessoa’ e ‘ser humano’. Todo o ser humano é pessoa e toda a pessoa deve ser defendida”, frisou o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.

A intervenção do arcebispo de Braga foi ao encontro da celebração do Dia Mundial da Família e do início da Semana da Vida, marcado para 15 de maio, sob o tema “Vida com dignidade. Opção pelos mais fracos”.

“Família e vida. Descortinai com honestidade o significado de cada uma e ajudai Portugal com um amor crescente à família e à vida”, apelou o responsável católico, destacando ainda junto dos jovens a importância da abertura aos filhos e da “opção pelos mais fracos”.

“É importante que dilateis o vosso amor aos mais idosos, aos avós, porque eles são a memória da vida que vos antecedeu. Mas projetai também o vosso amor para o futuro, isto é, encontrai espaço no vosso coração para acolher os filhos que Deus vos der”, concluiu.

Agência Ecclesia