A partir de amanhã até 26 de outubro, mais de sete mil peregrinos estarão em Roma para a comemoração do primeiro século da fundação do Movimento. No sábado uma audiência com o Papa Francisco

ROMA, 22 de Outubro de 2014 (Zenit.org) – Milhares de peregrinos são esperados em Roma amanhã para comemorar os primeiros cem anos da fundação do Movimento de Schoenstatt. “Como membros da Igreja, queremos nos encontrar com o Santo Padre, com os apóstolos Pedro e Paulo, com muitos lugares sagrados, com os diferentes carismas. Dessa forma queremos colocar o nosso movimento a serviço da Igreja, daquela Igreja que o nosso fundador amou”, diz o padre chileno Patricio Moore, responsável das celebrações do Movimento em Roma. Em 18 de outubro de 2014 Schoenstatt estará comemorando seu primeiro centenário de vida, com uma forte característica apostólica. Em Roma, o festejo será do 23 ao 26 de outubro.

A marca que os organizadores querem deixar nas celebrações de Roma – diferentes festividades já aconteceram do 16 ao 19 de outubro em Schoenstatt, na Alemanha, onde Pe. Kentenich fundou o primeiro núcleo – é a de aproximar-se como peregrinos, que suplicam, que agradecem e que reconhecem a Deus, o Deus de Jesus, o Deus que sustenta todo o universo, da mesma forma que durante toda a história vários homens e mulheres viajaram para esta cidade. Peregrinar com alegria, porque em Schoenstatt nasceu algo que vem de Deus, e que se manteve ao longo do tempo como uma benção para os homens.

“Nos motiva especialmente uma expressão que utilizou o Pe. Kentenich, depois do seu tempo de exílio em Milwaukee: “A Igreja que eu quero, é uma Igreja humilde, pobre, fraterna, longe da opulência e, especialmente, uma igreja que se deixa conduzir pelo Espírito Santo”, acrescenta pe. Moore.

O evento central daqueles dias será a audiência pública do Movimento de Schoenstatt com o Santo Padre, no sábado, 25 de outubro, às 12h00. Pe. Gerardo Cárcar, responsável pela Audiência, afirma: “Aproximar-se da Igreja te coloca em comunhão com outros carismas, com a Igreja, com o Papa. Para isso, antes da entrada do Santo Padre haverá um encontro de apresentação dos vários carismas, às 11h. O que nos inspira é o Pentecostes, os diferentes carismas que se reúnem em torno do Santo Padre e da Virgem Maria, implorando ao Espírito Santo, para que ele nos envie com grande fervor evangelizador”.

“Nós queremos – acrescenta – reconhecer com alegria, outros carismas que tiveram uma enorme influência sobre o nosso fundador e na nossa espiritualidade – como os jesuítas, salesianos, palotinos, e outros com quem percorremos o caminho juntos e dos quais nos sentimos irmãos”.

Mas não só a audiência com o Papa. O programa do Jubileu Internacional em Roma inclui também uma peregrinação do túmulo de São Vicente Pallotti até a Praça de São Pedro, na noite da sexta-feira, 24 outubro. Vicente Pallotti, fundador da Sociedade do Apostolado Católico, comunidade que o pe. Kentenich pertenceu até 1965, foi um dos grandes inspiradores do Fundador. Com a peregrinação, o Movimento quer começar a viagem para Roma a partir das raízes do pe. Kentenich, rumo a São Pedro, passando pelas ruas que foram cruzadas por tantos, acompanhados pela Cruz da Jornada Mundial da Juventude, para compartilhar os seus 100 anos de história e acolher a vida que existe na Igreja de hoje.

Entretanto, os dois Santuários de Schoenstatt em Roma, Cor Ecclesiae (Via Aurelia Antica, 112), e o Matri Ecclesiae (Via di Santa Gemma, 17) estão prontos para receber amanhã os 7.000 peregrinos que estarão em Roma nos próximos dias.

Sábado, 25, após a audiência com o Papa serão celebradas Santas Missas, em várias línguas, nas Basílicas mais importantes da Cidade Eterna. Os jovens farão uma missão cidadã, ao redor da Paróquia Santos Padroeiros da Itália (Trastevere), confiada aos Padres de Schoenstatt, e nas praças e ruas adjacentes. Levarão a imagem de Maria e o Evangelho, representando um Movimento jovem, que sai, que não para, que vai além.

No domingo, 26, as comemorações concluem com uma Santa Missa de Envio na Basílica de São Pedro, presidida pelo cardeal Francisco Javier Errázuriz, membro da Comunidade dos Padres de Schoenstatt.