O Dia Internacional da Família é celebrado anualmente a 15 de Maio. A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU, para chamar a atenção para a importância da família na estruturação da união, amor, respeito e compreensão tão necessários nas nossas sociedades. Na verdade não há nada na vida humana que exerça maior influência sobre a pessoa do que a família. Para o bem e para  o mal.

 

Madre Teresa de Calcutá deixou escrito:

«O amor começa em casa; o amor vive nos lares, e é por causa da sua falta que há hoje tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo. Se ouvirmos Jesus, Ele dir-nos-á aquilo que disse outrora: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”.

Ele amou-nos através do sofrimento, morrendo na cruz por nós; se queremos amar os outros e trazer de novo esse amor para a vida, devemos começar em casa. Devemos tornar as nossas casas centros de compaixão e perdão permanentes».

«As pessoas, hoje, parecem viver terrivelmente apressadas na ânsia de grandes desenvolvimentos, de grandes riquezas, eu sei lá; por isso as crianças têm pouco tempo para os seus pais, os pais, muito pouco tempo um para o outro e para elas, e é nas famílias que começa o desmoronamento da paz no mundo».

Célula base da sociedade, se degenera, toda a sociedade vai sofrer com isso. Basta uma família não educar em condições os filhos para haver problemas numa comunidade.

Apesar da crise por que passa a família, há também sinais positivos que é preciso valorizar: um maior respeito pelas crianças, uma maior partilha de tarefas domésticas e uma maior atenção aos direitos de cada um por parte da sociedade.

Parece consensual a ideia de que é nas famílias que os seus membros aprendem a amar e a ser felizes. Ou então, tarde ou nunca o conseguirão.

Artigo publicado em Voz Portucalense, por Alberto Batista, em 13 de maio de 2015