O papa respondeu três perguntas dos jovens

 

28 JULHO 2016 – A última atividade do Papa na noite de ontem foi a festa dos jovens italianos reunidos na esplanada diante do Santuário da Misericórdia.

Recebido com um forte aplauso o Papa Francisco apareceu através de vídeo ao vivo durante a ‘Festa dos Italianos’, organizada, como é tradição, pelos bispos deste país durante cada JMJ.

Através das câmaras de TV 2000 o Papa saudou pessoalmente ao concluir a jornada da quarta-feira, os mais de 90 mil jovens que vieram a Cracóvia desde toda a Itália e que se reuniram na explanada da Divina Misericórdia. Respondeu a três deles.

A primeira era sobre o acidente ferroviário ocorrido no sul da Itália em 12 de julho, que matou 23 pessoas. Uma jovem que com frequência usa aquela linha de trem perguntou ao Papa como abater o medo e retomar a vida com alegria. Francisco respondeu que na vida carregamos muitas cicatrizes, mas a sabedoria está em saber prosseguir, ir avante, com os fatos bons e ruins que nos acontecem. “No final, o jogo é este: ou você vence ou a vida vence você! Vença você a vida, com coragem, inclusive na dor”.

A segunda pergunta foi feita por uma jovem de 15 anos que chegou à Itália com nove, e desde então sofre com bullying dos colegas, que a levou inclusive a uma tentativa de suicídio. “Como é possível perdoar quem me fez mal?”: foi o questionamento que a moça dirigiu ao Pontífice.

Francisco respondeu que na raiz do mal está a crueldade humana – atitude que está na base de todas as guerras. “Isso é terrorismo, é algo que devemos vencer. (…) É possível perdoar totalmente? É uma graça que devemos pedir ao Senhor. Sozinhos não conseguimos. Devemos pedir a graça da mansidão, que abre o caminho ao perdão.”

O terceiro jovem perguntou ao Papa como difundir a paz num mundo repleto de ódio, em referência ao ataque registrado em Munique, na Alemanha. Para Francisco, o segredo está em construir pontes. “Na vida é preciso escolher: ou faço pontes ou faço muros. Gosto de pensar que nós temos, em nossas possibilidades de todos os dias, a capacidade de fazer uma ponte humana. Não deixar-se derrubar”, concluiu o Papa.