NOVA IORQUE, 24 Nov. 16 / 07:00 pm (ACI).- O famoso rapper e ator Nick Cannon se apresentou no programa de rádio norte-americano “The Breakfast Club”, no qual explicou por que considera que a ex-candidata presidencial Hillary Clinton não era a melhor opção para o futuro do seu país.

 

“Hillary foi… pensa em todas as coisas que fizeram com a Planned Parenthood. Esse tipo de coisas é invadir a nossa comunidade” e “é um verdadeiro genocídio e acontece isso há muitos anos. Este sistema não está construído para nós”, manifestou.

A Planned Parenthood, acusada desde julho de 2015 de traficar órgãos e tecidos de bebês abortados em suas instalações, manifestou sua adesão pública à Hillary Clinton durante as primárias do Partido Democrata e investiu mais de 30 milhões de dólares na sua campanha eleitoral.

A condenação de Nick Cannon ao aborto não é surpresa. Em 2005, lançou a música “Can I Live?” (Posso viver?), na qual conta como a sua mãe desistiu de praticar um aborto e permitiu que ele nascesse em 17 de outubro de 1979.

A música foi lançada com um comovente vídeo, no qual um homem leva uma jovem assustada a uma clínica abortista e encontra na porta desta um protesto de ativistas pró-vida. A adolescente, que representa a mãe de Cannon, passa pelo grupo entre cartazes nos quais está escrito: “A vida é um direito”.

O vídeo mostra também Cannon como um adulto, assistindo a cena da sua mãe se dirigindo à clínica abortista. Ele suplica à sua mãe durante toda a canção para salvar sua vida cantando: “Sempre serei uma parte de ti. Confia na sua alma, tem que saber que sempre é verdade. Se pudesse falar, eu te diria ‘Posso viver? Posso viver?’”.

Quando a canção foi lançada, o rapper disse que não estava argumentando a favor da vida. Declarou ao ‘USA Today’: “Não fiz a canção para fazer uma declaração política. Estou agradecendo a minha mãe por ter sido forte”.

Entretanto, Chloe Angyal, uma conhecida bloguera norte-americana, assegurou que Nick “pede às mulheres, a todas as mulheres que se encontram em uma situação semelhante a esta, que tomem a mesma decisão que ela. Não há outra maneira de interpretar a mensagem: ‘se o seu bebê pudesse falar, ele te pediria que não faça um aborto’”.

Do mesmo modo, a autora explica que quando Nick fala do “autêntico genocídio” da maior multinacional abortista do mundo, Planned Parenthood, está assinalando o fato de que esta se dirige desproporcionalmente às mulheres da comunidade negra.

Em julho deste ano, em um artigo intitulado “#BlackLivesMatter (as vidas negras importam), culpa branca e o marketing do racismo”, Ryan Scott Bomberger, ativista pró-vida afro-americano e co-fundador da Radiance Foundation, indicou que “somente para colocar as coisas em perspectiva, Planned Parenthood mata mais negros desarmados em um dia do que a polícia é acusada em um ano”.

“Estas mortes de negros desarmados no ventre materno causadas pela Planned Parenthood somam 266 por dia, 30% – a percentagem dos abortos no país entre negros – dos 322.999 abortos que geram mais de 200 milhões de dólares por ano para a rede de abortos”, indicou Bomberger naquela ocasião.