ROMA, 28 Out. 16 / 11:00 am (ACI).- O Papa Francisco presidirá uma oração pela Síria durante o encontro ecumênico com líderes luteranos, no dia 31 de outubro, na cidade sueca de Malmö. A oração será realizada durante a campanha impulsionada pela Cáritas Internacional, intitulada “Síria: a paz é possível”.

 

A organização caritativa pede à comunidade internacional, através desta campanha, que aumente os esforços para promover a paz na Síria. Deste modo, a Cáritas pede aos governos o apoio a um imediato cessar de hostilidades para proteger a população civil, conseguir ajuda humanitária dentro e fora do país e impulsionar as negociações de paz.

Exige, além disso, que promovam a coexistência pacífica entre comunidades religiosas e étnicas e acolham com dignidade os refugiados que buscam proteção na Europa.

A Cáritas recorda que a guerra civil desencadeada em março de 2011 gerou uma enorme crise humanitária, causando a morte de 230.000 vidas humanas.

A Síria se tornou a maior emergência para a organização católica. Mais de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda, entre elas, mais de 6 milhões de deslocados internos e cerca de 5 milhões de refugiados nos países vizinhos.

No ato ecumênico, que será celebrado na Suécia por ocasião da comemoração dos 500 anos da reforma luterana, espera-se a presença de 10.000 pessoas no estádio Malmö Arena. Diante delas, o presidente da Cáritas Síria e o Bispo de Aleppo, Dom Antoine Audo, dará o seu testemunho. O valor arrecadado deste evento será destinado aos programas da Cáritas para ajudar as crianças em Aleppo.

Para a Cáritas, a oração tem uma grande importância para obter a paz na Síria. “Supõe uma contribuição incalculável para promover a paz”, indica em um comunicado através da imprensa. Por esta razão, faz um apelo universal a fim de que todo o mundo reze em comunhão com o Papa Francisco pela paz na Síria, no dia 31 de outubro.

Em setembro de 2013, o Papa Francisco já havia convocado um Dia de Jejum e Oração pela Paz na Síria, logo após os ataques com armas químicas produzidos contra a população civil dos bairros periféricos de Damasco.

Naquela ocasião, tudo indicava que iria acontecer uma escalada bélica massiva de consequências imprevisíveis. Pouco depois daquele Dia de Jejum e Oração, anunciaram um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia para desmantelar as armas químicas do regime de Bashar al-Assad, que evitou a intervenção militar massiva no território sírio e permitiu centrar os esforços bélicos em derrotar os grupos jihadistas que começavam a ocupar o poder deixado pelo regime.