Primeira reunião agendada para dia 3 de julho em Lisboa

 

Lisboa, 24 jun 2015 (Ecclesia) – O Movimento Schoenstatt propõe um projeto de voluntariado internacional para pessoas com mais de 40 anos que têm ou já tiveram o desejo de ajudar noutro país e de anunciar a fé católica.

“A missão +40 é acima de tudo uma proposta, um desafio para uma geração que está muito focada na família, nos outros, em atividades muito repetidas e que tem dificuldade em sair de todo esse paradigma, olhar um bocadinho para si e para aquilo que vai além do seu universo”, diz Vera Lopes, uma das responsáveis deste projeto.

À Agência ECCLESIA, revela que os voluntários são desafiados a partir para “territórios de alguma instabilidade”, onde pretendem também que exista “convívio em grupo” porque a missão “não é isolada mas em equipa”.

Por isso, o Movimento Schoenstatt apostou na diversificação dos territórios para, de alguma forma, “aumentar o desafio” que é “pessoal como social” e têm previsto três países em África – “Cabo Verde; Guiné Bissau e Moçambique” – e duas hipóteses na Ásia – “Filipinas e Calcutá (Índia) ”.

Vera Lopes acrescenta que existe um período de preparação de um mês antes da viagem que “é suposto ter uma duração mais curta” do que outras experiências de missão porque a geração +40 “muitas vezes não está preparada para largar tudo por muito tempo”.

“É quase uma pequena experiência que pode dar lugar a grandes experiências”, considera a responsável.

A primeira reunião da Missão +40 está marcada para o dia 3 de julho, às 21h30, no Restelo, Lisboa.

De regresso a Portugal depois de quatro anos na Guiné-Bissau, Rossana Silva também é gestora deste projeto e destaca que “todas as áreas” de saber/intervenção e pessoas são “bem-vindas”.

“A missão está aberta a todas as pessoas que já sonharam em fazer missão e não puderam, é a primeira seleção. Nas competências queremos potencializar o que cada um tem de melhor e precisamos de quem cuide de crianças, engenheiros com capacidade de reconstruir, de perceber o que faz com o mínimo no mínimo de tempo, de formação na área clínica”, entre outras contextualiza a entrevistada.

Segundo Rossana Silva, com o projeto de voluntariado internacional +40 responde-se ao repto do Papa Francisco de que “todas as idades e pessoas têm um papel e são mais-valia”.

O Movimento Schoenstatt pretende ainda, para além de um ato social noutro país, que os voluntários “deixem uma herança de fé”.

“Um equilíbrio entre a ajuda cultural, educacional, social e a fé possam caminhar juntas para que o homem se torne mais orgânico, mais pleno”, acrescentou.

A gestora do projeto +40 contextualiza que a espiritualidade proposta pelo movimento é “levar a presença de Nossa Senhora”, de Maria, e Portugal sendo um país mariano querem também “fazer uma releitura do espírito missionário do povo português”.

Em Portugal, destacou ainda Rossana Silva, Maria é “mãe de muitas terras, muitos povos”, por isso, querem reviver essa experiência a partir da geração +40 com a “mais-valia da experiência” que tem e que se pode “potencializar” a nível espiritual e de trabalho no estrangeiro.

Agência Ecclesia