MADRI, 17 Jan. 17 / 07:00 am (ACI).- Mais de 16.000 assinaturas exigem que o governo do Paquistão revogue a lei de blasfêmia, com a qual frequentemente ataca as minorias religiosas no país. A campanha intitulada “STOP. Lei de blasfêmia” é promovida pela organização MasLibres.org, através da plataforma internacional CitizenGO.

 

MasLibres.org assinalou que desde 1987, ano em que a lei de blasfêmia foi promulgada, 1.450 pessoas foram acusadas e 60 morreram.

Miguel Vidal, porta-voz do MasLibres.org, denunciou que “a lei de blasfêmia do Paquistão é usada para atacar as minorias religiosas, violar os direitos humanos e incentivar as pessoas à vingança violenta contra os acusados, contra suas famílias ou seus advogados”.

“A blasfêmia condena os cristãos e as minorias religiosas do Paquistão a viver sob ameaça de morte permanente”, disse.

Vidal advertiu que as vidas das pessoas perseguidas com a lei de blasfêmia no Paquistão “estão por um fio” e expressou sua confiança em que “os pedidos dos cidadãos podem fazer com que o governo do Paquistão resista às pressões internas dos violentos e seu regime de medo e violência”.

Entre as vítimas da lei de blasfêmia no Paquistão, indicou a organização de defesa da liberdade religiosa, encontra-se a cristã Asia Bibi, presa desde 2010 por uma falsa acusação e atualmente condenada à morte, enquanto se estuda sua apelação.

Um dos casos recentes é o do cristão evangélico Babu Shahbaz, de 41 anos, detido no dia 30 de dezembro de 2016 junto com a sua esposa e os 3 filhos, depois de ser denunciado por um muçulmano por supostamente ter arrancado e jogado algumas páginas do Corão pela rua.

O muçulmano que acusa Shahbaz está disputando uma pequena parcela de terra com ele. Este conflito o motivou a apresentar uma falsa denúncia.

Babu Shahbaz, que defende sua inocência, poderia ser condenado a 10 anos de prisão, pena de morte ou a possibilidade de que um extremista tente assassiná-lo.

Miguel Vidal advertiu que “não haverá paz para os cristãos no Paquistão enquanto esta norma estiver vigente”.