O crime faz parte de uma estratégia clara, dentro da qual o Estado Islâmico está também queimando vivas pessoas muçulmanas das áreas ocupadas, acusadas de serem espiãs

 

7 JUNHO 2016 – Martina Pignatti Morano, Presidente da Associação não-governamental “Uma ponte para…”, disse em entrevista à Rádio Vaticano que “estas 19 mulheres eram yazidis, algumas das 3.500 mulheres e crianças que ainda são escravas do Estado Islâmico.

O crime bárbaro que trancou 19 jovens em uma gaiola de ferro e as queimou vivas na praça pública em Mosul, no Iraque, “Faz parte de uma estratégia clara, dentro da qual o Estado Islâmico está também queimando vivas pessoas muçulmanas das áreas ocupadas, acusadas de serem espiãs”, disse Morano. 

“Infelizmente se espera que nestes dias o autoproclamado Estado Islâmico coloque também online o vídeo para documentar este crime atroz, como já fez no passado com o piloto jordaniano”.

O mais importante para Morano é – “antes de pensar em punir os culpados, devemos pensar em reparar a violação sofrida pelas vítimas: todas estas mulheres yazidis, curdas, muçulmanas, atingidas pelo Estado Islâmico, estão recebendo na realidade pouca ajuda da comunidade internacional para uma recuperação física e psicológica”.