2015-07-07 L’Osservatore Romano – A família esteve no centro do segundo dia do Papa Francisco no Equador. Um «grande recurso social» definiu-a o Pontífice falando a uma multidão de pessoas na esplanada do parque de Los Samanes em Guayaquil – onde presidiu à missa na manhã de segunda-feira 6 de Julho – e recordando o seu papel insubstituível na sociedade.

 

Daqui o apelo a apoiá-la garantindo-lhe ajudas e serviço. Que não são – especificou Francisco – uma espécie de «esmola», mas uma verdadeira «dívida social» em relação a uma instituição que «contribui de forma significativa para o bem comum». Para o Papa a família permanece hoje uma defesa para a vida de cada sociedade; é uma escola para os mais pequeninos, um ponto de referência para os jovens, um lugar de acolhimento para os idosos. Além disso, constitui uma «igreja doméstica» onde se aprende o estilo do amor e do serviço, e onde se transmite todos os dias a ternura e a misericórdia.

A este propósito o Santo Padre fez referência ao jubileu extraordinário, que se abrirá no próximo dia 8 de Dezembro, e ao Sínodo dos bispos em programa no mês de Outubro. O Papa convidou a amadurecer um verdadeiro discernimento espiritual para identificar soluções concretas aos desafios que a família está chamada a enfrentar. Com a certeza de que mesmo quanto parece «impuro» ou provoca escândalo e medo – garantiu – pode ser transformado por Deus num «milagre».