Há 22 anos que as Cooperadoras da Família dão o seu contributo para a realização das Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar. Integradas no Departamento Nacional, as Cooperadoras ajudam a dar corpo a uma iniciativa que no passo dia 22 e 23 de outubro realizou, em Fátima, no Seminário do Verbo Divino a sua Divino, a sua XXVIII edição.

 

 A colaboração das Cooperadoras da Família passa pela animação dos momentos de oração que vão pautando os dias de trabalho e pela preparação da Eucaristia que encerra  as Jornadas. “O secretariado da Pastoral Familiar tem pedido ao Instituto apoio na animação da Liturgia”, conta Conceição Vieira – Vice-coordenadora do Instituto Secular das Cooperadoras da Família.

Mas o trabalho das Cooperadoras não se fica por aqui. As Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar reúnem centenas de casais que só podem participar em dois dias de Jornadas se tiverem a quem deixar os filhos. É para responder a esta necessidade que uma das salas do  Seminário do Verbo Divino, se transforma num Jardim de Infância para receber as crianças mais novas  e outra sala recebe as mais velhas. São as Cooperadoras da Família que acolhem estas crianças. “Ficam em espaços diferentes para podermos realizar com eles trabalhos diferentes consoante a idade”, explica Deolinda Araújo.

São várias as Cooperadoras, sobretudo Educadoras de Infância, que vêm dos vários equipamentos sociais ligados ao Instituto, para dar reposta a esta necessidade. “Procuramos  trazer pessoal qualificado, as Cooperadoras, normalmente , são Educadoras, e assim conseguimos prestar um serviço de qualidade porque acolher crianças é sempre uma responsabilidade”, explica Conceição Vieira.

Trazem materiais lúdico-pedagógicos para entreterem as crianças enquanto os pais participam nos trabalho.  “Não é por não terem apoio para os filhos que os pais deixam de vir às jornadas”, afirma Deolinda Araújo. E este ano o número de casais presentes bateu todos os recordes. Estiveram presentes 200 casais (?) e as Cooperadoras tiveram a seu cargo 26 crianças e jovens. 

Estes espaços pretendem também ser tempo de formarão dentro dos valores da família. A dinâmica de cada sala acompanha a dinâmica dos trabalhos. “De uma forma lúdica trabalhamos os temas que os pais estão a trabalhar nas Jornadas”, conta Deolinda Araújo.  Este ano a Exortação pós-sinodal “A Alegria do Amor” foi o tema tratado nas Jornadas. Um tema abordado também com os mais novos. Na sala dos mais pequenos Henriqueta conta que trabalharam “o tema da alegria do amor através de jogos, de desenhos, de canções, de pintura”. Já na sala dos mais crescidos assistiu-se a um filme da Disney sobre os valores da família. “Gostávamos que os jovens tivessem uma forte noção que este texto do Papa é de uma importância enorme para a vida familiar”, afirma Conceição Vieira. 

Às portas da celebração do Centenários das Aparições, as crianças mais velhas tiveram ainda oportunidade de visitar o Museu Interativo de Fátima e entender o papel de Maria na família. 

No final dos trabalhos, na celebração de encerramento, um gesto simbólico das crianças para com os pais realizado com o apoio das Cooperadoras da Família. “As crianças ofereceram um vaso com terra e uma sementinha. Essa semente significa o amor”, conta a Cooperadora Henriqueta.  Tal como a semente tem de ser regada e cuidada para crescer, florescer e dar fruto, “também o amor na família tem de ser essa sementinha que tem de ser cuidada em cada dia, com pequenos gestos”. 

Um trabalho discreto, feito com dedicação, que para além de deixar os pais tranquilos serviu também para formar crianças e jovens nos valores da família.

Texto: IM/Jornal da Família, novembro 2016