2015-06-11 Rádio Vaticana

Nova Déli (RV) –  “Não tenho medo. A polícia está se ocupando do caso e nós continuamos a servir em modo desinteressado e intenso a população, sobretudo os pobres, os marginalizados, os tribais e os dalit”. Esta foi a resposta do Arcebispo de Ranchi, Índia, Cardeal Telesphore Toppo, ao ser indagado pela Asianews sobre as ameaças de morte que tem recebido. A carta com ameaças enviada ao Arcebispado foi entregue a polícia, que reforçou as medidas de segurança no local.

 

Grupo maoísta

A carta parece ser obra da People’s Liberation Front of India (Plfi), facção do Partido Comunista da Índia (CPI maoísta). Nela são pedidos 50 milhões de rúpias (cerca de 691.844 euros), a serem pagos em 15 dias. Caso o Cardeal não entregar o valor, será morto. “Fizeste dinheiro divulgando a religião, e é por isto que deverias dar uma parte à organização. A polícia não pode não causar nenhum dano. A polícia não tem capacidade de prender os nossos homens. Se não pagares, serás morto”, diz a carta, assinada pelo comandante do grupo na região bengalesa de Jharkhand, Raj Kujur. A polícia investiga a procedência da carta.

Purpurado fala de acusações falsas e infundadas

O Cardeal Troppo, que é de origem tribal, explicou à Agência Asianews que  a carta, escrita em língua hindi, chegou quando ele se encontrava fora do país. “Existe uma intrínseca contradição, observou ele: a Igreja é frequentemente acusada de evangelizar de forma fraudulenta, com dinheiro ou outros meios. Esta carta, por sua vez, defende que nós enriquecemos difundindo a religião. Ambas as acusações são infundadas, falsas e construídas. A conversão ao cristianismo é um ato de livre, de livre escolha, e está garantida na Constituição indiana”.

Reforçadas medidas de segurança

“O Cardeal – declarou o Superintendente de Polícia Jaya Roy – é um líder importante da comunidade cristã. Temos dado uma adequada segurança à sua casa e faremos o mesmo em relação a seus deslocamentos”. (JE)

(from Vatican Radio)