(da Rádio Vaticano)Londres – É preciso abrir os olhos e reconhecer as perseguições às minorias religiosas no Paquistão: é o que pede, num apelo enviado a Fides, a Ong “Global Minorities Alliance”, com base no Reino Unido, que reúne cerca de 20 organizações que estão monitorando a situação das minorias paquistanesas. No decorrer de uma recente sessão no Parlamento inglês, a GMA se fez porta-voz das instâncias trazidas por representantes cristãos, hinduístas, sikh, ahmadi e judeus no Paquistão.

O apelo da Ong fala de “discriminação” e “perseguição”, recordando a tomada de posição da Corte Suprema de Islamabad que, em 2014, convidou o governo a tomar medidas adequadas para a proteção dos cidadãos paquistaneses membros de comunidades religiosas não islâmicas. Shahid Khan, vice-presidente da GMA, pediu à Europa para garantir o asilo a quem o pedir, citando a Convenção de Genebra sobre os refugiados de 1951, que compromete os Estados signatários a dar asilo às pessoas que fogem de conflitos e perseguições. Khan criticou a famigerada lei sobre a blasfêmia no Paquistão, falando também do caso da cristã Asia Bibi, condenada injustamente à morte. A GMA convida o governo inglês e os governos europeus a reverem as próprias relações econômicas com o Paquistão, inclusive de acordo com o respeito dos padrões dos direitos humanos.