A comunidade Papa João XXIII pede para os parlamentares europeus não aprovarem a resolução Tarabella e a promover ajuda concreta para apoiar a maternidade

ROMA, 09 de Março de 2015 (Zenit.org) – Mais uma vez, o Parlamento Europeu volta a tratar o tema da gravidez, discutindo a resolução Tarabella que pede maior acessibilidade à contracepção e ao aborto. O problema das mulheres que vivem uma gravidez hoje na Itália, de acordo com a Comunidade Papa XXIII, no entanto, é bem diferente.

“Para abortar o caminho é plano – declara o responsável geral da associação Giovanni Ramonda – . O processo é simples (geralmente apenas uma entrevista com um ginecologista), rápido (84,5% dos abortos ocorrem dentro de três semanas a partir da certificação), e totalmente gratuito. Por outro lado, se a mulher continua a gravidez, na maioria dos casos, não tem direito à ajuda, a não ser um pouco de esmola. Não existe uma rede de serviços adequados e sofre frequentemente pressões de um ambiente familiar e social hostil à gravidez”.

Ainda mais sério é o problema do trabalho: “Hoje, 52,5% dos jovens com menos de 25 anos têm um contrato de trabalho precário (dados da OCSE), e a mulher grávida com trabalho precário é quase sempre deixada em casa”.

“Já hoje a balança pende fortemente para favorecer o aborto – continua Ramonda – porque ocupar-se em fazê-la pender mais ainda? A nossa experiência de milhares e milhares de mulheres grávidas encontradas ao longo dos anos nos diz que elas, normalmente, abortam porque as dificuldades de continuar a gravidez são tão grandes que terminam parecendo insuperáveis; queriam continuar a gravidez, mas ficam desencorajadas e motivadas em uma outra direção”.

Por esta razão, conclui Ramonda, “pedimos aos Parlamentares europeus de não aprovarem resoluções que incentivem mais ainda o aborto, mas de apoiar, pelo contrário, os estados membros e dar adequadas ajudas às mãe e remover os muitos obstáculos à acolhida de novas vidas. A Comunidade Papa João XXIII promoveu com Citizengo.org a petição online “Diamo uno stipendio ad ogni mamma!” (Demos um salário para cada mãe!) que nestes dias já está conseguindo as 20 mil adesões. Por que os parlamentares europeus não aprovam uma resolução para apoiar esta proposta?”.