Apresentam o II Foro Internacional da Mulher, que acontecerá do 17 ao 19 de Abril em Madrid

ROMA, 09 de Abril de 2015 (Zenit.org) – Promover uma antropologia que valorize os dons particulares das mulheres e a igualdade e a diferença entre os sexos são os objetivos do II Foro Internacional da Mulher que acontecerá do 17 ao 19 de abril no El Escorial (Madrid). O lema desta segunda edição é “Mulher, responsável da civilização do amor e da vida”, referindo-se à encíclica Mulieris dignitatem de João Paulo II, informou nesta quinta-feira a organização.

Na apresentação desta manhã, Susana Sanchez, responsável da Federação de Agrupações de Santo Tomás de Aquino (FASTA), instituição fundada na Argentina que promove a atividade, destacou que assim como “foram superadas as ideologias comunistas e da preeminência da raça ariana”, também “cairá a ideologia de gênero”.

Para Sanchez, “a ideologia de gênero é uma tentativa artificial de construir-nos a nós mesmos, se ter em consideração as diferenças físicas e psicológicas”, porque seria suficiente “olharmos para nós para ver que nós somos o que somos”, disse.

“Nós somos iguais e somos diferentes, e queremos reivindicar isso”, enfatizou Mar Sánchez Marchori, professora universitária e mãe de família numerosa, que junto com Sanchez e Maria Angeles Burguete apresentaram este evento patrocinam os Pontifícios Conselhos de Cultura, Pro Laicis e Vida, e instituições como a Universidade Católica de Ávila e o Foro de São Bento.

Marchori, que também é responsável da Associação Católica de Mulheres Empresárias, valorizou a conveniência do Foro para “tentar encontrar respostas para os novos desafios sociais e pessoais” que coloca a sociedade atual.

O “Magistério da Igreja” é o lugar onde ela encontra as abordagens mais apropriadas para abordar em profundidade a relação “entre homem e mulher”, e, assim, evitar a “armadilha” de focar os direitos superficialmente, porque é “dentro do coração – afirmou – onde está a generosidade do homem e da mulher para conciliar a vida profissional e familiar”.

Maria Angeles Burguete fez alusão às frustrações de muitas mulheres, até mesmo para “cometer suicídio” pelos obstáculos para combinar a maternidade e crescer no trabalho, e reivindicou “o trabalho remunerado” para as mulheres que optem livremente por ficar em casa.

Nas jornadas participarão, entre outros, os bispos Carlos Osório, José Ignacio Munilla e Raul Berzosa, e especialistas como Mar Sánchez Marchori, Jokin de Irala, Mónica López Barahona, Lydia Jimenez e Angela Varela.

Esta atividade também contará com várias exposições sobre Santa Teresa de Ávila e Santa Catarina de Siena, e Isabel, a Católica; e será apresentada uma peça teatral sobre a vida de Catarina de Aragão.