SANTIAGO, 18 Ago. 16 / 07:00 pm (ACI).- O Movimento ‘Mulheres Reivindica’ denunciou que os promotores do aborto usaram dois casos de violação de menores de idade no sul do Chile para gerar pressão nas redes sociais e conseguir a rápida aprovação da lei do aborto que se discute no Parlamento.

 

A aparição dos casos fez com que a presidente da Comissão de Saúde do Senado, a democrata cristã, Carolina Goic, anunciasse a votação da iniciativa para setembro.

O primeiro caso foi em San Pedro de la Paz, a 450 quilômetro de Santiago, onde uma menor de 12 anos foi abusada sexualmente pelo parceiro da sua mãe e está com 34 semanas de gestação. O segundo caso foi de uma menor de 11 anos com cinco meses de gravidez, violentada pelo padrasto de 41 anos, na cidade de Villarrica, a 670 quilômetros da capital.

O Movimento ‘Mulheres Reivindica’ repudiou em sua página ambos os acontecimentos pedindo todo “o rigor da lei para seus agressores” e denunciou “a maneira como foram usadas as complexas circunstâncias pelas quais as vítimas estavam passando para fins propagandísticos que buscam promover o projeto de lei do aborto em três circunstancias”: violação, “inviabilidade fetal” e risco para a vida da mãe.

Também alertaram sobre o desconhecimento “do estado de saúde das meninas, ocultando os graves riscos de saúde que implica realizar um aborto tardio de 20 ou 34 semanas de gestação e, inclusive, como vimos em opiniões mencionadas nas redes sociais, expondo diretamente que devem ser obrigadas ao aborto”, expressou Reivindica.

Por outra parte, afirmaram, a campanha comunicacional a favor do aborto “baseia a sua propaganda em verdades pela metade”, pois as denúncias em avançado estado de gravidez “não entrariam na lei tramitada no congresso”, por isso “esta atitude só demonstra falta de uma verdadeira preocupação pelas mulheres e meninas vítimas da violência sexual”.

Por último, exortaram os jornalistas e políticos a serem “rigorosos com a informação e opiniões publicadas”, pois se sabe que “o tom” do debate “afetou tremendamente as mulheres sobreviventes da violência sexual que conceberam seus filhos como consequência desta, pois é violento que terceiros falem dos próprios filhos como seres humanos indignos”.