11 delas apenas neste ano de 2016

 

6 JULHO 2016 – Nos últimos anos, Araucanía, uma região no sul do Chile, tem sido foco de ataques violentos contra as pessoas. Centenas de habitantes foram vítimas do chamado “conflito mapuche” (os mapuches são indígenas do sul do Chile). Esses ataques incendiários violentos têm sido atribuídos a grupos extremistas, que afirmam estar defendendo um território que pertenceu a eles.

Desde o ano de 2014 essa ameaça foi ampliada, incluindo capelas e igrejas da região. Um total de 15 igrejas, 12 católicas e 3 evangélicas, foram queimadas, 11 delas apenas neste ano de 2016. Trata-se, na realidade, de centros das comunidades cristãs rurais que fornecem um enorme serviço aos habitantes.

Um dos ataques mais recentes foi ao Seminário Maior diocesano de San Fidel, que pertence à Diocese de Villarrica. Em maio de 2014 esse seminário foi ocupado por um grupo de ativistas Mapuches, que só deixaram o prédio em 8 de março deste ano. Fundado em 1925, esse seminário tem visto a formação de 350 sacerdotes, e se esperava que a Igreja poderia colocar 60 seminaristas lá, uma vez que a Diocese havia conseguido recuperar os quatro edifícios que tinham sido ocupados pelos índios. Agora, no entanto, dois dos três andares do edifício central, incluindo a capela, foram completamente destruídos pelo fogo.

De acordo com o Departamento de Assuntos Religiosos (ONAR), cerca de 55% do povo mapuche pertence à Igreja Católica, e outros 37% são cristãos evangélicos. Eles constituem uma comunidade majoritariamente pacífica, que também têm sido vítima desses ataques violentos.

(Fonte: AIS)