Roma, 10 Jan. 17 / 07:00 am (ACI).- O Arcebispo de Gênova e Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, afirmou que o ensino da religião católica é um elemento essencial para compreender o tempo e a sociedade em que vivemos.

 

Assim indicou o Purpurado em uma carta publicada pela Arquidiocese de Gênova por ocasião da Jornada de sensibilização para escolher a hora de religião, celebrada no domingo, 8 de janeiro.

“O ensino da religião católica, também devido à sua importância cultural, pode ser um momento de esclarecimento e de equilíbrio para todos”, ressaltou o Arcebispo.

“Os conteúdos, a história, a confrontação com as civilizações são uma referência necessária para compreender o tempo e a sociedade em que vivemos, um instrumento para o diálogo com todos”, explicou.

Por isso, o Cardeal Bagnasco incentivou os pais de família a “escolher a hora de religião com convicção e confiança a fim de que os valores universais, que ela tem em seus conteúdos e em suas razões, possam converter-se em um estímulo para pensar e viver”.

“A vida demonstra que o bem-estar tem sua importância, mas não nos faz verdadeiramente felizes: a facilidade, a cultura, as relações, o trabalho, às vezes, causam uma insatisfação que atinge as gerações jovens”.

Além disso, escreve o Presidente da CEI, “fala-se com frequência de certa fragilidade que torna difícil resistir ante as dificuldades da vida, às quais ninguém pode escapar”, e que é sinal “de uma perda interior”.

Neste contexto, sublinhou o Cardeal, “também o rico mundo da escola – com os conhecimentos e as competências que oferece – pede um ponto de síntese, para que o jovem não se converta em uma ‘enciclopédia’, mas em uma pessoa madura”.

Em declarações à Rádio Vaticano, o Pe. Daniele Saottini, responsável pelo serviço de ensino de religião católica da CEI, explicou que o que podem oferecer é “uma proposta adequada às perguntas, às dificuldades, também aos desafios que a sociedade atual nos propõe ante os grandes temas como o terrorismo e a acolhida”, frente aos quais são necessários “grandes valores que permitam um encontro e um diálogo”.

“Uma das coisas que nestes anos algumas pessoas repetem muito é que é uma matéria quase inútil”. Entretanto, prossegue, “o objetivo é ajudar os jovens a viver experiências muito belas do ponto de vista da escola”.