30 Jan. 17 / 10:00 am (ACI).- Nós que temos tudo e “se nos falta alguma coisa reclamamos”, pensemos nos cristãos perseguidos e assassinados por sua fé, que atualmente morrem em um número maior do que nos primeiros séculos, mas que, para a mídia, “não é notícia”, expressou o Papa Francisco durante a Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta.

 

O Santo Padre centrou a sua homilia na coragem do martírio para a Igreja de hoje e de amanhã, pediu para conservar “a memória dos mártires, que sofreram e deram a vida como Jesus, que foram lapidados, torturados, mortos na espada”, porque “sem memória não há esperança”.

“Os mártires são aqueles que levam avante a Igreja, são os que a amparam, que a ampararam no passado e a amparam hoje. E hoje existem mais mártires do que nos primeiros séculos. A mídia não fala porque não faz notícia, mas muitos cristãos no mundo hoje são bem-aventurados porque perseguidos, insultados, presos, e são abençoados por isso”.

“Há muitos cristãos nas prisões, somente por carregar uma cruz ou por confessar Jesus Cristo!”, lamentou o Bispo de Roma e ao mesmo tempo recordou que este sofrimento “é a glória da Igreja e o nosso amparo e também a nossa humilhação”.

Acrescentou que é uma humilhação para os cristãos que não sofrem essa perseguição. “Nós que temos tudo, tudo parece fácil para nós e se nos falta alguma coisa reclamamos… Mas pensemos nesses irmãos e irmãs que hoje, num número maior do que nos primeiros séculos, sofrem o martírio!”, expressou.

Francisco destacou os frutos dos mártires, referiu-se a eles como a maior força da Igreja. “É verdade e também é justo reconhecer que ficamos satisfeitos quando vemos uma ação eclesial grande, que teve muito sucesso, os cristãos manifestam sua fé. Isso é bonito! Esta é a força? Sim, é força, mas a força maior da Igreja hoje está nas pequenas Igrejas, pequeninas, com pouca gente, Igrejas perseguidas, com os seus bispos no cárcere. Esta é a nossa glória hoje. Esta é a nossa glória e a nossa força hoje”, expressou.

“Uma Igreja sem mártires, atrevo-me a dizer, é uma Igreja sem Jesus”, disse o Santo Padre e convidou a rezar “pelos nossos mártires que sofrem muito, por aquelas Igrejas que não são livres de se expressar. Elas são a nossa esperança, porque o sangue dos cristãos, o sangue dos mártires, é semente dos cristãos”.

“Eles com o seu martírio, o seu testemunho, com o seu sofrimento, doando a vida, oferecendo a vida, semeiam cristãos para o futuro”, expressou.