O presidente do movimento, pe. Julián Carrón, escreve uma carta para os integrantes da comunidade

 

Madri, 03 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Redacao

O sacerdote espanhol Julián Carrón, presidente da Fraternidade Comunhão e Libertação (CL), escreveu uma carta a todos os membros do movimento depois que o papa Francisco aceitou o pedido de uma audiência na Praça de São Pedro. Será no dia 7 de março, por ocasião do décimo aniversário da morte de dom Giussani e dos sessenta anos do começo do movimento.

 

“Como todos já sabem, o papa Francisco aceitou o nosso pedido de uma audiência na Praça de São Pedro por ocasião do décimo aniversário da morte de dom Giussani e dos sessenta anos do começo do nosso movimento. O agradecimento por este gesto de paternidade do Santo Padre preenche a nossa vida de tal maneira que não gostaríamos de chegar ao encontro com ele sem uma disposição adequada. Por isto, eu os convido a rezar ao Espírito desde agora, de forma pessoal e comunitária, para que Ele nos disponha para este grande evento e para que cada um de nós possa estar nas melhores condições a fim de acolher o que ele quiser nos dizer para o caminho pessoal e comunitário que nos espera”.

 

O presidente da CL afirma que “todos fomos educados para reconhecer na figura de Pedro o fundamento da nossa fé”. Por este motivo, “alegra-nos expressar ao sucessor do Apóstolo toda a nossa devoção e gratidão por sustentar a nossa fé todos os dias, com seu contínuo testemunho e com seu magistério tão pertinente aos desafios do presente”.

 

“Sem a sua figura, em que se manifesta de modo eminente a sucessão apostólica, a nossa fé estaria fadada a sucumbir entre tantas interpretações do fato cristão que nascem do homem (…) Quanta simplicidade é necessária para reconhecer e aceitar que a vida de cada um de nós depende do vínculo com um homem, no qual Cristo testemunha a sua perene verdade no hoje de cada momento histórico! E como parece desproporcional que tudo encontre a sua consistência no nexo com a fragilidade de uma pessoa singular, eleita para esta missão!”. 

 

O sucessor de dom Giussani acrescenta que “cada um tem na sua experiência a confirmação de que a sua vida floresce na medida em que o segue (…) Este é precisamente o maior recurso para a nossa adesão incondicional ao papa, que não pode deixar de expressar-se no pedido sincero e humilde de segui-lo com simplicidade, precisamente porque estamos convencidos de que, ao segui-lo, nós seguimos a Cristo”.

 

No final das suas palavras, o pe. Julián Carrón exorta: “Que o nosso seguimento do carisma que nos fascinou seja cada vez mais fiel através do seguimento do papa e dos bispos em comunhão com ele (…) Por isso vamos a Roma. Não para uma celebração, mas só pelo desejo de aprender do papa Francisco a ser cristãos num mundo em tão rápida transformação. Tenho certeza de que o conhecimento que o papa tem de dom Giussani, por meio dos seus escritos, lhe permitirá oferecer-nos diretrizes de entendimento, indicações e sugestões consoantes com o nosso caminho”.

 

“Rogo a vocês que, todos os dias, peçam à Virgem Maria que cada um de nós se disponha a receber as indicações que o papa quiser nos dar, para continuar vivendo mais a fundo o nosso carisma, de maneira que se cumpra a finalidade para a qual o Espírito o suscitou em dom Giussani: tornar presente em qualquer periferia, ou seja, em todos os âmbitos da vida, a fascinação por Cristo, a sua atração única, mediante a materialidade da nossa existência (…) Peço também que vocês continuem rezando todos os dias pelo papa e pelas suas intenções”.