MADRI, 26 Nov. 15 / 12:50 pm (ACI).- Uma multidão de fiéis encheu a Catedral de Pamplona (Espanha), durante a Missa de desagravo, presidida pelo Arcebispo de Pamplona e Tudela, Dom Francisco Pérez, pela profanação de mais de 200 hóstias consagradas. A quantidade de fiéis durante a celebração foi tal que, apesar de terem sido consagradas quatro mil hóstias, um grande número de pessoas não conseguiu comungar.

 

“Consagramos quatro mil hóstias e não foram suficientes”, disse o Prelado e pediu desculpas àqueles que não puderam comungar.

Em diálogo com o Grupo ACI, um fiel que estava presente durante a Missa assegurou: “Nunca vi a Catedral tão lotada. Foi muito comovente”.

Durante sua homilia, Dom Pérez exortou “que seja respeitado aquilo que é o mais sagrado para os católicos: a Eucaristia”. Destacou ainda que “a verdadeira liberdade de expressão não compreende um suposto direito à ofensa ou um desprezo ao mais sagrado”.

Há poucos dias, Abel Azcona profanou mais de 200 hóstias consagradas que roubou durante diferentes Celebrações Eucarísticas em Pamplona e em Madri. Azcona considerou “arte” o fato de escrever no chão a palavra “pederastia” com as hóstias e logo tirar fotos dele sem roupa junto a elas.

Azcona expôs a profanação na sala municipal de exposições da praça Serapio Esparza, em Pamplona.

Depois de mais de 130 mil assinaturas recolhidas pela Associação Espanhola ‘Abogados Cristianos’ e a plataforma HazteOír, a prefeitura de Pamplona solicitou a Azcona que retire sua exposição.

Na Missa de desagravo, o Arcebispo de Pamplona agradeceu de coração a multidão de fiéis presentes e destacou que “a Eucaristia é o sinal sacramental da mais excelsa beleza que existe em toda a história da humanidade”.

Quem celebra a Eucaristia, explicou o Prelado, “não o faz porque se considera ou quer parecer melhor que outros, mas precisamente porque se reconhece sempre necessitado de ser acolhido e regenerado pela misericórdia de Deus”.

Em seguida, Dom Pérez fez um apelo à “consciência humana e cristã de todos”, pedindo uma maior sensibilidade “ante os problemas que estão presentes em nossa sociedade”.

“Por favor, defendamos o direito à vida, ao matrimônio e à família, a educação das crianças e jovens, o serviço ao bem comum, aos mais frágeis e necessitados, a verdadeira cultura do trabalho e a paz entre as nações”, exortou.

O Arcebispo espanhol assegurou que a Igreja deseja “ser mensageira da civilização da verdade e da justiça, da paz e do amor, essa civilização que só Deus pode nos oferecer”.