MADRI, 21 Dez. 16 / 05:00 am (ACI).- Em apenas 48 horas, mais de 25 mil pessoas exigiram que Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ) peça perdão aos crentes por não defender seus direitos depois da absolvição de Rita Maestre, atual porta-voz do município de Madri, que em 2011 assaltou a capela da universidade Complutense com o torso nu e gritando frases como “arderão como em 36”, fazendo referência à perseguição religiosa durante a Guerra Civil.

 

 “A sentença que absolve Maestre é um estímulo para boicotar qualquer manifestação de fé. A resolução prostitui a justiça e deixa os cristãos em um desamparo absoluto”, declarou Miguel Vidal, porta-voz de MásLibres.org, associação promotora do abaixo-assinado.

Conforme explica Miguel Vidal, “a sentença absolutória diz aos crentes que eles não têm direitos. Se entrar em uma igreja violentamente, proferindo insultos, ofendendo os crentes, com pichações ofensivas e gritando ameaças alusivas ao genocídio religioso de 1936 não é profanação, os cristãos voltam a ser cidadãos de segunda categoria, desprotegidos juridicamente diante da agressividade e do ódio antirreligioso que manifestam alguns grupos sociais e partidos políticos”.

Rita Maestre, atual porta-voz do município de Madri, invadiu junto com um grupo de estudantes a capela do campus de Somosaguas da Universidade Complutense em 2011 gritando frases como “Arderão como em 36”. O porta-voz da MásLibres.org perguntou: “Por acaso estes magistrados gostariam que escrevêssemos na porta de cada audiência ‘Juízes, arderão como em 36’?”.

Nesse sentido, Miguel Vidal explicou que a sentença “comprova que Rita Maestre desejava atacar e zombar dos católicos. Houve um desejo deliberado de agredir os católicos. Entrou na capela, empurrou o sacerdote e esteve presente na leitura de uma manifestação que diz que os católicos ‘Arderão como em 36’”.

Por isso, o porta-voz de MásLibres.org exige ao Conselho Geral do Poder Judicial “uma responsabilidade de sensibilização aos juízes que não existe, tal como foi demonstrado através desta sentença que deixa os crentes desamparados”.