Presidente da Comissão Episcopal Laicado assume esforço financeiro pedido aos participantes portugueses

Setúbal, 22 set 2026 (Ecclesia) – O cardeal D. Américo Aguiar, coordenador-geral da JMJ Lisboa 2023, incentivou à participação dos jovens na Jornada Mundial da Juventude Seul 2027, pedindo que “a preparação seja de peregrinação” a um país em que os cristãos são uma minoria.
“Nós vamos ter a experiência que é a primeira vez que a jornada acontece num país que não é maioritariamente católico, nem coisa que se pareça. É minoria e também é um desafio novo, é um contexto novo, quer para a organização, quer para o país que acolhe, a cidade que acolhe, quer para os peregrinos que se farão presentes”, disse à Agência ECCLESIA.
O presidente da Comissão Episcopal Laicado, Família e Vida (CELF-V), da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que em dezembro de 2025 já tinha participado num encontro em Seul, acrescentou que “está tudo a ser considerado”, o que obrigou também “a reforçar o diálogo com as autoridades e com os irmãos e irmãs de religiões diversas”.

O 2.º Encontro Internacional de Preparação da JMJ Seul 2027, que reuniu representantes de cerca de 180 países, decorreu de 13 a 17 de setembro, na capital da Coreia do Sul, D. Américo Aguiar destacou que o acolhimento por parte da organização coreana “é um desafio novo também para eles, e para os jovens que se farão peregrinos”.
A Jornada Mundial da Juventude na capital sul-coreana vai decorrer de 3 a 8 de agosto de 2027, sob o tema “Tende Coragem, Eu venci o mundo”, e, para o entrevistado, o número de participantes desta edição internacional “vai tudo depender da economia”, porque as viagens estão “cada vez mais caras”, e reza, para que, “a situação económica dos combustíveis e do custo de vida possa ter a evolução para baixa”.
O responsável católico apela aos jovens portugueses que “tomem a decisão por causa da logística”, até ao momento Portugal tem 1093 inscritos, e “já é complicado providenciar voos para todos”, incentivando as paróquias, dioceses, às pessoas, “homens e mulheres de boa vontade, que ajudem estes jovens”.
“A viagem pode custar mais de 2 mil euros, que hoje em dia é um valor escandaloso, por isso temos de fazer tudo que dependa de nós para ajudar estes jovens”, realçou D. Américo Aguiar, incentivando também a “alguma dinâmica de oração e de preparação”, para que a roupa de turista “vá ficando na mala e o kit peregrino seja mais visível”.
O bispo sadino, diocese que já tem “mais de 80 jovens inscritos”, pediu, “acima de tudo, que a preparação seja de peregrinação”, lembra que a participação numa JMJ “não é propriamente uma viagem turística”, e que querem fazer uma paragem em Macau, a diocese católica “está a celebrar 450 anos da sua criação”.
“Eu acho que é particularmente simbólico e bonito que uma comitiva alargada de jovens portugueses possa fazer uma estação; é uma oportunidade que temos para repor no coração e na memória este território amado de Macau, que tem uma marca e uma presença portuguesa que não podemos deixar de alimentar”, explicou o responsável da CELF-V, que nesta viagem a Seul presidiu a uma Missa na catedral de Macau.
“Há muitas perguntas, há muitas dúvidas, mas a organização está valente naquilo que significa corresponder às preocupações, às dúvidas que o Ocidente agora tem em relação à Igreja da Ásia, em relação a esta geografia. Eu acredito que estamos no caminho certo para nos reencontrarmos serenamente em agosto de 27”, desenvolveu D. Américo Aguiar, numa entrevista emitida hoje no Programa ECCLESIA (RTP2) e gravada no claustro da Casa Episcopal em Setúbal.
O presidente da CELF-V interveio numa das sessões do 2.º Encontro Internacional de Preparação da JMJ Seul 2027, dedicada aos 40 anos da Jornada Mundial da Juventude, que permitiu recordar as edições até à JMJ Lisboa 2023.
“É a parte mais bonita deste caminho rumo a Seul, é continuarmos a ter o feedback positivo, de gratidão, a Lisboa e a Portugal pela vivência da Jornada de 2023. E isso enche o coração, e paga muito bem as milhas aéreas necessárias a fazer a viagem, só para ouvirmos essa gratidão, e é essa gratidão que eu devolvo a todos os portugueses”, explicou D. Américo Aguiar.
A edição internacional da Jornada Mundial da Juventude vai regressar à Ásia, 32 anos depois de Manila 1995 (10-15 de janeiro), nas Filipinas, que detém o recorde de participantes, estimado em mais de 5 milhões de pessoas.
HM/CB/OC
![]() O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil enviou hoje á Agência ECCLESIA uma nota sobre neste 2.º Encontro Internacional de Preparação da Jornada Mundial da Juventude Seul 2027, com representantes de cerca de 180 países, “tiveram oportunidade de conhecer melhor a realidade da Igreja na Coreia do Sul”, aprofundar o significado desta JMJ, e acompanhar os “principais processos pastorais e logísticos do Comité Organizador Local (COL). “O encontro permitiu também conhecer os processos de inscrição dos peregrinos e voluntários que participarão na Jornada. A inscrição foi apresentada não apenas como um procedimento necessário à organização do evento, mas como o início de um caminho de preparação para a peregrinação e para a experiência da Jornada”, acrescentou o organismo da Conferência Episcopal Portuguesa, que conheceu “os diferentes momentos do processo de inscrição online, o sistema de registo e a aplicação que irão apoiar a participação dos peregrinos e voluntários”. Segundo o DNPJ, representado pelo diretor Pedro Carvalho, o assistente espiritual padre Filipe Diniz, e Isabel Fernandes, foram fornecidas informações sobre “os espaços destinados às catequeses”, e sobre os diferentes serviços que vão acompanhar os participantes ao longo da JMJ Seul 2027. “Este trabalho constitui uma etapa importante na preparação da participação portuguesa, permitindo antecipar processos e começar a estruturar, em articulação com as dioceses, o caminho dos jovens portugueses rumo a Seul. Uma parte significativa do encontro foi dedicada ao programa e aos espaços onde decorrerão os principais momentos da JMJ Seul 2027”, desenvolveu na nota publicada na sua página na internet. O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil explica que conheceram as propostas e os locais previstos para “a Missa de Abertura, a cerimónia de acolhimento do Papa, a Via-Sacra, a Vigília e a Missa de Envio, e foram também apresentados espaços como o Festival da Juventude, a Feira das Vocações e o Parque da Reconciliação. |


