Responsáveis nacionais debateram necessidade de estar mais perto das novas gerações

 

Fátima, Santarém, 28 set 2015 (Ecclesia) – D. Joaquim Mendes, vogal da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), afirmou que o processo de iniciação cristã deve “vincular os jovens”, caso contrário é “necessário rever” esta ação.

O responsável realçou que este acompanhamento está “relacionado também com aqueles que acompanham os jovens”, como recordava o Papa aos bispos portugueses durante a visita ‘ad Limina’, quando falava do “testemunho do catequista e da comunidade”.

O bispo auxiliar de Lisboa falava à Agência ECCLESIA, durante as IV jornadas nacionais da Pastoral Juvenil que decorreram em Fátima entre sexta-feira e sábado, com o tema «O jovem (t)em saída – A misericórdia na pastoral juvenil».

O prelado apontou também outra dificuldade, porque, “o itinerário da iniciação cristã que culmina no crisma coincide com o fim do ensino secundário”.

A “migração dos jovens para os grandes centros”, onde se localizam as universidades, foi outra razão referida por D. Joaquim Mendes.

Consciente destas contingências, a Igreja deverá “refletir sobre o que propõe aos jovens” e tem de “caminhar com eles”, afirmou o vogal da CELF.

A integração dos jovens nas comunidades é uma diretiva fundamental, mas para que tal aconteça, estas “têm de se abrir, acolher e gostar de ter jovens”, sublinhou.

Já o diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, padre Eduardo Novo, disse que “a vontade de caminhar com os jovens deve estar enraizada na comunidade”.

“Se as palavras movem, os exemplos arrastam”, salientou o sacerdote.

O impulso e o dinamismo dos cristãos devem ser “rasgos evangélicos para a juventude” porque os jovens “são como um telemóvel que têm um potencial enorme” mas se o objeto “perder a carga ou a rede não funciona”.

Agência Ecclesia