Neste fim-de-semana, nos dias 18 e 19 de outubro, enquanto decorria no Vaticano a apresentação do Relatório do Sínodo sobre a família, realizaram-se em Fátima as Jornadas Nacionais da Família subordinadas ao tema: “Família, e fecundidade da Igreja”.

 

O orador de sábado foi o Padre Juan de Dios Larrú, do Instituto Pontifício João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimónio e a Família. O sacerdote espanhol desenvolveu a sua intervenção abordando a “educação para o amor” e a “cidadania da família”. No domingo, dia 19. a reflexão dos mais de 200 participantes foi sobre a “pastoral da família à luz do Sínodo dos Bispos”. O orador foi o Padre Duarte da Cunha, Secretário-Geral do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

 

No seu olhar sobre a pastoral da família, tendo como estímulo o Sínodo dos Bispos, este sacerdote salientou o imperativo do acompanhamento das famílias apontando ser necessário recuperar a reflexão sobre o sacramento do matrimónio. O Sínodo foi para o Padre Duarte da Cunha um espaço de liberdade onde se construiu comunhão sobre uma preocupação real da Igreja que é a família.“Há assuntos que não podem ser tratados ideologicamente ou por pressão da opinião pública” – afirma o secretário-geral do Conselho das Conferências Episcopais da Europa – que, em relação aos divorciados recasados, considera não haver “outra maneira de evangelizar que não seja através do acolhimento”.
O Padre Duarte da Cunha sublinha ainda que “o que as pessoas querem é que Igreja apresente a sua verdade de uma maneira mais explícita e numa lógica da caridade, da misericórdia e do amor”.Refletir e testemunhar são alguns dos grandes desafios para a pastoral da família neste ano até ao Sínodo de outubro de 2015, para que os padres sinodais conheçam as experiências existentes – concluiu o Padre Duarte da Cunha.

D. Antonino Dias, Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco e Presidente da Comissão Episcopal para o Laicado e Família, esteve presente nas Jornadas Nacionais da Família e, em breves declarações à comunicação social, considerou que o Sínodo foi um espaço de debate onde se falou com liberdade absoluta, cujo documento final fica em aberto para o próximo encontro de 2015. (RS) 

2014-10-20 Rádio Vaticana