O Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família escreveu mensagem “Dia dos namorados: Dia da Esperança”

 

Portalegre-Castelo Branco, 11 fev 2017 (Ecclesia) – O Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família escreveu mensagem aos namorados apontando a beleza da Família e do matrimónio, em vésperas de se assinalar o «dia de São Valentim».

“Saudações amigas para todos os namorados e namoradas com os votos de que tenham a coragem de marcar a diferença procurando fazer do namoro um verdadeiro tempo que os possa ajudar a descobrir “a beleza da família e do matrimónio, a grandeza desta realidade humana, tão simples e ao mesmo tempo tão rica, feita de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como o é toda a vida”, escreveu D. Antonino Dias na sua rede social Facebook.

O prelado deixou uma mensagem intitulada “Dia dos namorados: Dia da Esperança” em que cita a realidade das abordagens relacionadas com “os jovens, o namoro, a constituição de família e as famílias”.

“Parece-me que vou ser pessimista e deselegante em clima do dia dos namorados, mas picar-me-ia por dentro se calasse o que entendo dever dizer, com esperança e confiança nos jovens que entendem a importância do namoro e da preparação para o matrimónio”, explica o prelado.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco reforça a ideia que a família necessita de apoio sociais “na luta pela existência de famílias saudáveis e felizes, crentes e não crentes” e que o Estado deveria apoiar a “formar os jovens para a constituição de uma família, fundamento da sociedade”.

“Não me parece muito curial que nenhuma preparação se aponte para aquilo que humaniza e enriquece a vida e a sociedade: A FAMÍLIA. Não se trata duma questão religiosa, trata-se, sim, duma questão verdadeiramente humana e social, de interesse público e global, que afeta a todos”, refere na sua mensagem.

O Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família foi um dos bispos portugueses que participou no sínodo sobre a Família e recorda ainda a realidade lá descrita da fuga dos jovens aos compromissos, desvalorização do matrimónio e da família e a experiência de fracasso de outros casais.

“É verdade também que alguns terão o matrimónio como algo demasiado grande e sagrado a que têm receio de não corresponder. Outros haverá, porém, que, por causa de leis anti família, não queiram casar porque, se casarem, vão perder vantagens económicas que, se apenas conviverem, essas vantagens permanecem, como permanece a liberdade e a autonomia que também não querem deixar”, escreveu.

“Muitos olham para a família de forma redutora e alguns acabam por fazer uma escolha “à la carte”, relativizada e privatizada, mas reivindicando os mesmos direitos”, acrescentou.

Ao que conclui D. Antonino Dias que “o que parece, de momento, mais fácil e agradável, nem sempre será, por certo, o melhor nem o mais útil”.