Pascale Warda, presidente atual da Organização Hammurabi para os Direitos Humanos afirmou a necessidade urgente das Nações Unidas reconhecerem tais crimes

Em Portugal, nesse último fim de semana, Pascale Warda, presidente atual da Organização Hammurabi para os Direitos Humanos afirmou a necessidade urgente das Nações Unidas reconhecerem, sem margem para dúvidas, o “genocídio” dos cristãos e de outras minorias religiosas no Médio Oriente como consequência da perseguição levada a cabo por grupos jihadistas.

Warda, ex-ministra iraquiana e destacada ativista católica dos direitos humanos, fez uma das principais intervenções no 3º Encontro Nacional de Leigos, que reuniu cerca de sete centenas de participantes na cidade alentejana, e em que falou da necessidade de se “proteger os nossos irmãos perseguidos”.

Além de ter denunciado a situação de genocídio em que se encontram as comunidades cristãs nos territórios ocupados atualmente pelos jihadistas, Pascale Warda recordou ainda os genocídios de arménios e caldeus em 1915, sob o Império Otomano, que ocorrerem perante o que classificou como tendo sido o “silêncio” cúmplice da comunidade internacional.

Um silêncio que se repetiu em 1988, quando mais de duas centenas de aldeias cristãs – incluindo a sua – foram “completamente arrasadas com os seus mosteiros e igrejas”, pelas forças do regime de Saddam Hussein.