WASHINGTON DC, 18 Mar. 16 / 01:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, reconheceu como “genocídio” os crimes do Estado Islâmico contra os cristãos e outras minorias religiosas no Oriente Médio e demais regiões que estão sob seu poder.

 

Em uma declaração realizada ontem, Kerry assinalou: “Em meu julgamento, Daesh (Estado Islâmico) é responsável por genocídio contra grupos em áreas sob seu controle, incluindo yazidis, cristãos e muçulmanos xiitas”.

“Daesh é genocida por autoproclamação, por ideologia e por atos, no que diz, no que acredita e faz. Daesh também é responsável por crimes contra a humanidade e limpeza étnica dirigida a estes mesmos grupos e, em alguns casos, também contra muçulmanos sunitas, curdos e outras minorias”, assinalou.

A declaração foi dada no último dia do prazo considerado pelo próprio Departamento de Estado dos Estados Unidos – liderado por Kerry – para publicar uma consideração deste tipo.

No dia 14 de março, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos votou de forma unânime a favor de declarar como “genocídio” os ataques terroristas do Estado Islâmico.

Os Cavaleiros de Colombo, a maior organização fraterna católica do mundo, e o grupo ‘Em Defesa dos Cristãos’ apresentaram em 22 de fevereiro um abaixo assinado dirigido ao Departamento de Estado, a fim de que a violência do ISIS (como também é conhecido o Estado Islâmico) seja qualificada como genocídio.

O documento, que recolheu mais de 64 mil assinaturas em menos de um mês, foi assinado, entre outros, pelo Cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova Iorque e chefe da Associação de Católicos próximos ao Oriente; pelo Arcebispo Joseph Kurtz, presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unido; Mark Burnett, presidente da famosa produtora Metro Golden Mayer (MGM), e pela atriz irlandesa Roma Downey, que trabalhou na série de televisão Touched by an Angel.

Ambas as organizações remeteram também ao Departamento de Estado um relatório de 300 páginas, no qual detalham as atrocidades cometidas contra os cristãos no Iraque e na Síria.

Em seu discurso de ontem, Kerry reconheceu: “Sabemos que em Mossul, Qaraqosh e em outras partes, o Daesh matou os cristãos somente por razão de sua fé; assassinou 49 cristãos coptos e etíopes na Líbia; e também obrigou as mulheres e crianças cristãs a converter-se em escravas sexuais”.

O Secretário de Estado explicou que o Estado Islâmico, animado “por uma ideologia extremista e intolerante” considera os yazidis – uma minoria pré-islâmica – “pagãos” e “adoradores do demônio” e “ameaçou os cristãos dizendo: ‘conquistaremos sua Roma, quebraremos suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres’”.

No início do mês de fevereiro deste ano, o Parlamento Europeu qualificou de genocídio os crimes do Estado Islâmico contra cristãos e outras minorias religiosas no Iraque e na Síria.

“Os muçulmanos xiitas, enquanto isso, são designados pelo Daesh como ‘infiéis e apóstatas’ e são vítimas de ataques frequentes e violentos”, disse Kerry.

“O objetivo fundamental do genocídio é pretender destruir totalmente ou parte de um grupo étnico ou religioso. Sabemos que Daesh obriga que suas vítimas escolham entre abandonar sua fé ou ser assassinados e isso é para muitos uma eleição entre um tipo de morte ou outra”, acrescentou.

Kerry destacou que a visão do mundo do Estado Islâmico “está apoiada em eliminar aqueles que não se aderem a sua perversa ideologia”.

“Espero que minha declaração assegure às vítimas das atrocidades do Daesh que os Estados Unidos reconhecem e confirmam a desprezível natureza dos crimes que cometeram contra eles”, indicou.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos reconheceu que embora “nomear estes crimes seja importante”, o essencial “é detê-los”.

“Para isto será necessária a unidade neste país e com os países diretamente envolvidos e a determinação para atuar contra o genocídio, contra a limpeza étnica, contra os outros crimes contra a humanidade deve ser forte entre as pessoas decentes no mundo inteiro”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agradecem aos EUA por ter reconhecido genocídio de cristãos nas mãos do Estado Islâmico

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Refugiados sírios. Foto: Flickr EC/ECHO (CC-BY-ND-2.0)

WASHINGTON DC, 19 Mar. 16 / 09:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Os Cavaleiros de Colombo, maior organização leiga do mundo, manifestaram seu agradecimento ao governo dos Estados Unidos por ter reconhecido o genocídio de cristãos cometido pelo grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS, na sigla em inglês), no Oriente Médio.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, assinalou na quinta-feira, 17, que o Estado Islâmico (Daesh, em árabe) “é responsável por genocídio contra grupos em áreas sob seu controle, incluindo yazidis, cristãos e muçulmanos xiitas”.

“Daesh também é responsável por crimes contra a humanidade e limpeza étnica dirigida a estes mesmos grupos e, em alguns casos, também contra muçulmanos sunitas, curdos e outras minorias”, disse Kerry.

Em um comunicado difundido após a mensagem de Kerry, o diretor geral dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, qualificou o anúncio do Secretário de Estado como “correto e verdadeiramente histórico”.

“Muito poucas vezes na nossa história, Estados Unidos designou uma situação como genocídio, e o Departamento de Estado deve ser elogiado por haver tido a valentia de dizê-lo”, assinalou Anderson.

Esta declaração, precisou, é somada às vozes da Câmara de Representantes do Congresso dos Estados Unidos, do povo americano e da comunidade internacional para exigir que a violência do Estado Islâmico contra as minorias religiosas “deve acabar”.

Anderson destacou que “os Estados Unidos e o mundo estão unidos nisto e simplesmente não olharão para outro lado”.

“Os Cavaleiros de Colombo têm o prazer de haver trabalhado com o Departamento de Estado, ao proporcionar-lhe um relatório com aproximadamente 300 páginas de provas convincentes de que estava ocorrendo um genocídio contra cristãos, assim como outras minorias religiosas”, assinalou.

Em seguida, o diretor executivo dos Cavaleiros de Colombo sublinhou que depois da declaração do governo americano, o país “deve continuar focado naqueles que estão sendo assassinados neste genocídio”.

Os Estados Unidos junto à comunidade internacional “devem assegurar-se de que esta matança termine e que estas pessoas inocentes estejam protegidas”, demandou.

“Ainda há muito trabalho a fazer, mas isto representa um passo importante”, destacou.

Por sua parte, o diretor executivo de Alliance Defending Freedom (ADF) International, Douglas Napier, indicou que Kerry, ao usar a palavra genocídio, “reconheceu um nome apropriado para as ações do ISIS contra os cristãos e outras minorias religiosas”.

“Este reconhecimento é um primeiro passo no processo necessário para que os Estados Unidos, as Nações Unidas e a comunidade internacional detenham a matança no Oriente Médio”, disse.

A ADF International esteve muito comprometida a fim de fornecer evidência e análise legal, tanto ao Departamento de Estado e ao Congresso dos Estados Unidos, como ao Parlamento Europeu, as Nações Unidas e outros organismos internacionais.

O papel das Nações Unidas

Napier destacou que os Estados Unidos têm “um papel determinante” no Conselho de Segurança das Nações Unidas, para “apoiar um recurso à Corte Criminal Internacional a fim de condenar e perseguir os acusados de cometer” os crimes no Oriente Médio.

“A partir do momento que foi reconhecido o genocídio, os 147 países que fazem parte da Convenção de Genocídio das Nações Unidas, inclusive os Estados Unidos, têm a obrigação de fazer tudo o que puderem para acabar com a matança de pessoas inocentes”, explicou.

De acordo com as cifras da ADF, o número de cristãos na Síria foi reduzido de 2 milhões a menos de um milhão, desde que o Estado Islâmico desatou a onda de violência. No Iraque, os cristãos diminuíram de 1,4 milhões a 260 mil.

As atrocidades cometidas pelo ISIS, explica o organismo internacional, são “assassinato de líderes religiosos, tortura, matanças, sequestros, escravidão sexual e violação sistemática de crianças, mulheres cristãs e yazidis; e a destruição de igrejas, monastérios e cemitérios”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Revelam comovente carta das Missionárias da Caridade, mártires do Iêmen

Por Eduardo Berdejo

 

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Missionárias da Caridade de Iêmen / Foto: Vicariato da Arábia do Sul

ROMA, 19 Mar. 16 / 10:00 am (ACI).- Quase duas semanas depois do assassinato das quatro Missionárias da Caridade em Áden (Iêmen), a imprensa italiana divulgou uma das cartas enviadas pelas religiosas quando já havia começado o conflito no país muçulmano, na qual as mártires compartilham sua preocupação pelos idosos do albergue e contam que com “abandono total” se ajoelhavam diante do Senhor no Santíssimo Sacramento quando havia bombardeios.

“Cada vez que os bombardeios aumentam, nos ajoelhamos diante do Santíssimo exposto, implorando a Jesus misericordioso que nos proteja e cuide também dos pobres, e conceda a paz a esta nação. Não nos cansamos de chamar o coração de Deus, confiantes que estes ataques chegarão ao seu fim. Enquanto a guerra continua, calculamos quanta comida será suficiente”, relata a carta enviada às suas irmãs em Roma (Itália).

A carta foi enviada em junho de 2015 e o conteúdo foi revelado pela Irmã Serena durante uma entrevista com o canal da Conferência Episcopal Italiana TV2000.

Na entrevista divulgada no dia 12 de março, a religiosa assinalou: “Por aquele amor e coração de mãe que tinham”, as irmãs no Iêmen “não podiam abandonar os pobres que amavam e nos quais se identificavam. Queriam compartilhar suas alegrias e sofrimentos e permanecer com eles até o final”.

Este país, localizado no sul da península arábica, sofre aproximadamente há um ano um conflito entre a guerrilha xiita dos hutíes e o governo sunita, apoiado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. Segundo a ONU, os enfrentamentos causaram mais de seis mil mortes.

“Encontramos há poucos dias uma carta delas e, ao lê-la novamente, compreendemos agora um significado muito mais profundo e diferente a partir destes últimos acontecimentos”, explicou a Irmã Serena.

No texto, as religiosas escreveram: “Os bombardeios continuam, os disparos ocorrem por todos os lados e temos farinha só para hoje. Como faremos para alimentar amanhã os nossos pobres? Com confiança amorosa e abandono total, nós cinco corremos para nossa casa de acolhida, também quando o bombardeio é forte. Às vezes, nos refugiamos embaixo das árvores, pensando que esta é a mão de Deus que nos protege”.

“Em seguida, corremos novamente para ajudar os nossos pobres que nos esperam serenos. São muito idosos, alguns não veem, outros com deficiência física ou mental. Rapidamente iniciamos nosso trabalho limpando, lavando, cozinhando, utilizando os últimos sacos de farinha e as últimas garrafas de óleo, precisamente como a história do Profeta Elias e a viúva”.

Entretanto, apesar das adversidades, as Missionárias da Caridade recordam às suas irmãs que “Deus nunca deixa de mostrar-nos a sua generosidade, sempre e quando ficamos com Ele e seus pobres. Quando os bombardeios são fortes, nos escondemos debaixo das escadas, as cinco sempre juntas. Vivemos juntas, morremos junto com Jesus, Maria e nossa Mãe”.

O assassinato das religiosas Judith (41), Margarida (44), Reginette (33) e Anselm (60), ocorreu no dia 4 de março, quando um grupo de terroristas muçulmanos invadiu o convento e o albergue de idosos e deficientes. As quatro missionárias morreram junto com outras 12 pessoas.

Nesse mesmo dia, também desapareceu o sacerdote salesiano Tom Uzhunnalil. Até o momento, seu paradeiro é desconhecido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Card. Parolin: É humilhante fechar as portas aos migrantes

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2016-03-19 Rádio Vaticana

Skopje (RV) – Prossegue a visita do Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, à Bulgária e Macedônia, que teve início na sexta-feira (18/03). Começando pela capital macedônia, Skopje, o purpurado italiano falou da crise migratória no continente.

 “Hoje, o continente europeu vive um momento doloroso pelo drama humanitário de muitos nossos irmãos que chegam às fronteiras e pedem para ser acolhidos”, disse o Secretário de Estado, acrescentando que o direito humanitário não encontra mais lugar na Europa. “É humilhante ter que fechar as portas”, afirmou o Card. Parolin.

No discurso para a inauguração da nova residência episcopal, o Secretário de Estado falou também da filha ilustre da capital macedônia: “Madre Teresa de Calcutá foi a protagonista extraordinária da solicitude da Igreja pelos sofrimentos do homem, com o seu inesgotável empenho em favor dos pobres, na abertura de espírito e de coração a homens e mulheres de todas as raças e nacionalidades”.

No programa da visita à Macedônia, consta um encontro com o clero e os religiosos da Diocese de Skopje e do Exarcado apostólico para os católicos de rito bizantino.

O secretário de Estado vaticano visitará a comunidade católica em Strumica, sede dos católicos de rito bizantino na Macedônia.

As etapas da visita à Bulgária

A visita à Bulgária terá início no domingo (20/03), com a consagração em Sófia – capital do país balcânico –, da renovada igreja “Dormitio Mariae”, centro do Exarcado apostólico dos católicos de rito bizantino na Bulgária.

Na parte da tarde, ainda na capital búlgara, o Cardeal Parolin visitará a concatedral de rito bizantino dedicada a João XXIII, construída num terreno adquirido pelo próprio Angelo Roncalli (nome de batismo de João XXIII) quando este era delegado apostólico na Bulgária.

Em seguida, o purpurado visitará o mosteiro adjacente das Irmãs da Eucaristia e o Centro Médico “João Paulo II”, administrado pelas religiosas, onde são oferecidos tratamentos médicos também a pessoas em dificuldade e aos refugiados do centro de acolhimento, situado nas proximidades do centro médico.

Ainda na noite de domingo o Cardeal Parolin presidirá em Sófia à missa do domingo de Ramos na concatedral de rito latino “São José”. Depois, terá um encontro com o clero e os religiosos católicos da Bulgária.

Na segunda-feira (21/03), o secretário de Estado vaticano encontrará o Patriarca Neofit e alguns membros do Santo Sínodo, o Presidente da República Rossen Plevneliev, o Premier Boiko Borissov, e o Grão-mufti Mustafa Hadzi. (BF/RL)

(from Vatican Radio)