CAIRO, 21 Dez. 16 / 03:00 pm (ACI).- A Igreja ortodoxa copta anunciou o falecimento de Maggie Mo’men, uma menina de apenas 10 anos, que atualmente se tornou a vítima mais jovem do ataque terrorista perpetrado no dia 11 de dezembro na entrada da catedral copta de São Marcos, no Cairo, capital do Egito, e que causou a morte de 27 pessoas e deixou aproximadamente 50 feridos.

 

‘Egiptian Streets’ informou que Maggie morreu no hospital depois de sofrer lesões mortais devido à explosão de um cinto de explosivos no interior da igreja copta de São Pedro e São Paulo, ao lado da catedral.

Segundo os funcionários do hospital, Maggie ficou gravemente ferida na cabeça e entrou em coma desde o dia do ataque.

A menina tinha ido junto com a sua família à igreja onde ocorreu o ataque. Sua mãe, Nermine, sobreviveu ao atentado, mas ficou muito ferida; enquanto a sua irmã, Mira, estava do lado de fora da igreja e não sofreu nenhum ferimento.

Maggie Mo’men estava no quarto ano no Ramsees Girls College. Segundo os membros da família, a menina gostava de jogar vôlei, dançar balé e atuar.

O funeral da Maggie aconteceu ontem na Catedral de São Marcos, no Cairo.

Por outro lado, considera-se que o atentado terrorista da catedral no Cairo é o ataque mais mortífero contra civis no Egito realizado durante os últimos anos. A maioria dos mortos e feridos eram mulheres e crianças.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade do ataque depois que as autoridades egípcias prenderam várias pessoas acusadas de participar deste atentado.

O ataque ocorreu alguns dias depois da explosão de uma bomba em uma região próxima das Pirâmides de Gizé, que causou a morte de 6 policiais. O desconhecido grupo Movimento dos Braços de Egito-Hasm reivindicou esse atentado.

A Catedral Copta de São Marcos é a sede da Igreja Copta do Egito, onde se encontra a Cátedra do Papa Copto Tawadros II, Papa da Alexandria e Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa.

 

 

 

Profanam 50 imagens católicas na Alemanha

Por Diego López Marina

Parte inferior do formulário

 

Estátua danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld / Polícia de Coesfeld

MUNSTER, 21 Dez. 16 / 06:00 pm (ACI).- Até agora, 50 estátuas de Cristo, da Virgem Maria e dos santos foram desfiguradas e destruídas depois de uma onda de crimes cometidos em várias cidades da Alemanha.

Os ataques às imagens religiosas foram revelados em 8 de dezembro em um relatório da emissora estatal ‘Westdeutscher Rundfunk’ (WDR) através do programa de notícias ‘Lokalzeit Münsterland’.

Segundo o relatório, as estátuas da região de Münster, no oeste do país, foram alvo de uma série de atos de vandalismo durante meses, incluindo uma imagem de Jesus com a cabeça cortada e membros cortados.

Mirko Stein, da polícia de Münster, disse ao canal de notícias que “muitas pessoas do bairro onde se encontram as esculturas danificadas estão surpresas e assustadas”.

“Baseado na intensidade dos atos do perpetrador, é possível concluir que este ato tem uma origem religiosa”, acrescentou.

Por outro lado, um criminalista alemão chamado Christian Pfeifer acredita que os crimes foram cometidos por alguém que está “furioso” e “odeia a Igreja“.

Nos últimos dois anos, ocorreram mais eventos destrutivos dirigidos às instituições cristãs que deixaram dezenas de estátuas desfiguradas.

Segundo o semanário de política e cultura alemão ‘Junge Freiheit’, 40 capelas e estátuas foram atacadas no distrito vizinho de Steinfurt durante os dois anos, antes da atual onda de crimes.

A polícia, que estimou um dano de dezenas de milhares de euros, estava investigando seis homens com supostos vínculos com extremistas islâmicos, mas parou a investigação depois que três homens foram à Síria, um morreu e os outros dois desapareceram.

A notícia do vandalismo foi divulgada na mesma semana em que os membros da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) se reuniram em Viena (Áustria) para uma conferência sobre “Combater a Intolerância e as Discriminações aos Cristãos”.

O representante permanente da Santa Sé ante a OSCE, Dom Janusz Urbanczyk, exortou as autoridades estatais a “atuar decisivamente” para proteger os cristãos de todos os casos de “intolerância, discriminação, crimes de ódio e incidentes violentos contra indivíduos, comunidades e lugares de culto cristãos”.

“O papel ativo das autoridades estatais na proteção e promoção da tolerância e a não discriminação pode realmente assegurar a paz e a segurança”, assegurou Dom Urbanczyk.

Finalmente acrescentou que é necessário “contribuir para a criação de um ambiente pacífico onde os cristãos, assim como todos os outros grupos religiosos, possam professar e praticar livremente a sua fé”.

Estas agressões contra imagens católicas foram divulgadas alguns dias antes de um caminhão invadir uma feira natalina em Berlim, capital da Alemanha, causando a morte de 12 pessoas e deixando cerca de 50 feridos.

Recorda-se que em novembro de 2016, o governo dos Estados Unidos emitiu um alerta de viagem aos seus cidadãos devido ao risco de ataques terroristas em toda a Europa, especialmente na temporada das festas natalinas.

O alerta de viagem está em vigor até o dia 20 de fevereiro de 2017.

A estes fatos, acrescenta-se que, em janeiro do 2016, também na Alemanha, cerca de 170 mulheres denunciaram agressões sexuais e roubos sofridos durante a noite de 31 de dezembro na cidade alemã de Colônia.

Uma semana depois, o Arcebispo de Munique e Freising e presidente da Conferência Episcopal Alemã, Cardeal Reinhard Marx, assinalou em um comunicado que “os excessos em Colônia e outras cidades importantes são profundamente inquietantes para nossa sociedade e não se podem tolerar de maneira nenhuma”.

Por outra parte, na cidade de Zurique (Suíça) – que faz fronteira com a Alemanha –, pelo menos três pessoas ficaram feridas em um tiroteio registrado perto de um centro islâmico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A inspiradora história de fé de uma família católica que sofreu uma tragédia impressionante

Por Diego López Marina

623

Parte superior do formulário

LIMA, 21 Dez. 16 / 05:00 pm (ACI).- A produtora de vídeos católicos inspiradores ‘One Billion Stories’ divulgou a trágica e ao mesmo tempo inspiradora história de Úrsula Salmón de Gildemeister, uma mãe peruana que perdeu o seu esposo devido a uma doença rara, o seu filho em um acidente automobilístico e que, além disso, sofreu de câncer enquanto criava os seus outros cinco filhos. 

“O sofrimento que Úrsula e sua família experimentaram durante os últimos anos é mais do que muitas famílias experimentam durante a vida inteira. O que torna o testemunho de Úrsula tão especial é que, apesar do sofrimento e da dor, continua fiel. E as cruzes e o sofrimento aumentaram a sua fé”, destacou One Billion Stories.

“É um excelente exemplo de confiança no Senhor, inclusive quando o Seu plano não faz muito sentido”, acrescentou a produtora.

Úrsula Salmón Zazzali se casou há aproximadamente vinte anos com o Eduardo Gildemeister, com quem teve seis filhos. Em 2010, quando ficou grávida do sexto filho, Eduardo sofreu de uma doença rara que diminuiu drasticamente os glóbulos vermelhos do seu organismo, causando a sua morte poucas semanas depois.

Um mês depois, Úrsula deu à luz Eduardo, entretanto, seu drama apenas começava. Após dois anos, foi diagnosticada com câncer de mama e iniciou o tratamento no começo de 2014, até controlá-lo aparentemente.

“Nesse momento, deixei tudo nas mãos de Deus, mas pedi que me concedesse muita firmeza. Que eu tinha que continuar aqui na terra, pelo menos até que o meu filho mais novo pudesse se virar sozinho”, expressou Úrsula.

A este fato se acrescenta o trágico acidente que sofreu em 8 de setembro de 2014. Quando Úrsula voltava do distrito limenho Pachacamac com os 5 filhos – o mais velho não estava com eles – tiveram um acidente na estrada e, como consequência, o seu filho de 15 anos, Tomás, faleceu imediatamente.

“Com tudo isto que vivi, poderia colocar a culpa em Deus de tudo o que está acontecendo. Poderíamos pensar que tudo isto foi uma tragédia, e de fato é uma tragédia. Perdemos fisicamente dois membros da nossa família. Mas Deus está e esteve nos momentos mais difíceis e mais alegres da nossa vida”, assegurou Úrsula.

Acrescentou que esta vida “é apenas um pequeno caminho”. “E o que nos espera depois é o verdadeiro, o eterno. Sonho com o dia no qual estaremos todos juntos novamente e que seja para sempre”.

Por sua parte, ‘One Billion Stories’ detalhou que desejava filmar este teste-munho há vários anos, mas quando estavam “a ponto de começar a filmar com Úrsula, aconteceu o acidente”.

“Considerando as circunstâncias tão difíceis naquela ocasião, tivemos que esperar alguns anos para poder filmar com ela”, concluiu.