SAN SALVADOR, 18 Jan. 17 / 04:00 am (ACI).- Um vídeo do deputado salvadorenho Ricardo Velásquez Parker, do partido Aliança Republicana Nacionalista (ARENA), denunciando o milionário “genocídio” do aborto se tornou viral nas redes sociais desde o começo deste mês.

 

No vídeo, Velásquez Parker, critica um projeto de lei do partido oficialista ‘Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional’ (FMLN), que procura despenalizar o aborto em casos de risco de vida da mãe, gravidez durante o tráfico de pessoas, violação e “inviabilidade” do feto.

O aborto em El Salvador está completamente proibido e a Constituição vigente no país reconhece “todo ser humano como pessoa humana desde o momento da concepção”.

No vídeo, que corresponde à sessão plenária ordinária do dia 12 de outubro de 2016 da Assembleia Legislativa de El Salvador, Velásquez Parker destacou que não é necessário “fazer uma exposição aqui de elementos de fé, de elementos de consciência, de critérios pessoais”, mas “basta fazer uma hermenêutica, uma interpretação do que a nossa Constituição da República estabelece para constatar que o bem jurídico protegido vida é o bem maior que devemos garantir”.

“Se o artigo 1 da nossa Constituição estabelece que se reconhece como vida humana a pessoa desde o momento da concepção, não precisam me explicar de uma ótica propagandista que um nascituro, uma menina por nascer, um menino por nascer, deva pagar pelos pratos quebrados nos lamentáveis casos que expõe a sua iniciativa, por exemplo no caso de violação”, disse.

O deputado salvadorenho sublinhou que “a vida de uma pessoa que está por nascer não vale menos do que a vida de uma pessoa que já nasceu, ambas têm o mesmo valor, porque da vida se desprendem todos os outros direitos”.

Mostrando imagens de bebês abortados, Velásquez Parker assinalou que “o procedimento dos abortos, tanto por envenenamento salino, como por aspiração, por curetagem, por um desmembramento, é um ato cruel, é um ato bárbaro, consiste no genocídio mais tremendo da história da humanidade, muitíssimo maior do que aconteceu na II Guerra Mundial”.

“Surge-me uma dúvida e é uma dúvida razoável, porque a nível global existe então um lobby e uma ênfase tão agressiva, tão beligerante, a favor de permitir os abortos e, graças à nossa Constituição, El Salvador ainda se mantém dentro dos países que não permite o aborto em nenhuma das suas visões”.

“Por que tanta ênfase? Por que tanto apoio e propaganda para cometer este genocídio de seres humanos? A resposta sempre é simples: follow the money dizem os norte-americanos sobre as análises, siga o dinheiro. É um negócio lucrativo que gera uma indústria global de aborto impressionante”, denunciou.

Velásquez Parker indicou que “o negócio do aborto gerou desde 1977 para apenas uma companhia, que é a mais representativa a nível global, lucros de mais de 815 milhões de dólares por procedimentos abortivos”.

“Obviamente, com 800 milhões de dólares de ganhos por práticas de abortos compra-se lobistas, pessoas que trabalham nas relações públicas, advogados, compram até deputados, compram deputados para que votem por este negócio em contravenção ao instinto de conservação humana, em contravenção aos mesmos direitos e interesses das mulheres que sofrem depois de praticar um aborto, depressões clínicas provadas”.

Para o deputado salvadorenho é incompreensível “que o amor ao dinheiro nos faça tomar uma decisão de praticar, assim como outros países, este genocídio de seres humanos”, e recordou que “a maioria dos salvadorenhos são pró-vida, a maioria do povo salvadorenho considera que o aborto é um crime”.

“E se uma autêntica feminista quisesse se gloriar por ser feminista, deveria procurar garantir o direito à vida de uma menina por nascer”, disse.

Entrevistado recentemente no programa de televisão “La Família Importa’, de Ágape TV no Canal 8, Velásquez Parker assegurou que a maioria das mulheres no país defendem a vida, mas as feministas que promovem o aborto estão “muito bem organizadas”.

“Na democracia, que eu defendo o sistema democrático, republicano, representativo, quem se organiza manda, e estes grupos estão muito bem financiados e muito bem organizados. Então um grupinho pequeno faz mais barulho do que uma maioria que está acomodada e que não está defendendo a sua axiologia, ou seja, os seus valores fundamentais”.

Por isso, explicou, ao publicar seu vídeo no Facebook, procurou “despertar esse sentimento de unidade, de pertença a uma nação que defende os seus valores” e “despertar o gigante dormido que é o salvadorenho de princípios e valores”.