Roma, 28 Jan. 16 / 12:00 pm (ACI).- Aproximadamente 120.000 sírios correm risco de morrer de fome e de frio na cidade de Deir al Zor, que está sitiada há mais de um ano pelos terroristas do Estado Islâmico (ISIS), os quais impediram a entrada de alimentos na cidade, alertou o Arcebispo sírio-católico de Hassake-Nisibis (Síria), Dom Jacques Behnan Hindo.

 

Em declarações difundidas pela agência Fides, o Arcebispo explicou: “Há mais de um ano, os jihadistas perderam algumas de suas posições estratégicas e parte dos distritos da cidade, desta forma, intensificaram o assédio, impedindo que a cidade receba comida. Poucos produtos ainda podem ser encontrados – como tomates, sardinhas enlatadas, um pouco de chá. Estes são vendidos no mercado negro com preços altíssimos, aproximadamente dez vezes mais caros”.

Em seguida, o Arcebispo indicou que no dia 17 de janeiro o ISIS atacou vários distritos, matou 300 pessoas e deportou centenas de cidadãos. Acreditam que o Estado Islâmico quer se mudar para esta cidade ante a possibilidade de perderem Raqqa, atual capital do “califado”.

“Muitas pessoas começaram a pensar que Raqqa (Síria), onde também estão reunindo suas tropas que fogem de Alepo, poderia ser perdida. Por esta razão, estão indo para a cidade de Deir al Zor, talvez com a intenção de torná-la em sua nova fortaleza. Mas, até agora, os ataques aéreos da Rússia e dos Estados Unidos somente foram produzidos quando os jihadistas tentaram ocupar o aeroporto”, assinalou.

Antes de começar a guerra, viviam mil famílias cristãs em Deir al Zor. Agora, segundo a informação do Arcebispo, na cidade ficou apenas um cristão.