ROMA, 06 Abr. 16 / 11:30 am (ACI).- “Hoje, muitos jovens no Paquistão sofrem lavagem cerebral e depois matam ou se tornam camicases em nome de Deus. Esses ataques hediondos continuarão enquanto os cidadãos do Paquistão não trabalharem todos juntos por uma mudança de mentalidade e cultura”, esta é a análise feita pelo Pe. Inayat Bernard, Reitor do Seminário menor de Santa Maria, em Lahore.

 

Depois do massacre da Páscoa ocorrido em Lahore, que causou, de acordo com o balanço oficial, 78 vítimas (54 muçulmanos e 24 cristãos) e mais de 300 feridos, o sacerdote disse à agência vaticana Fides que o trabalho para mudar a mentalidade do Paquistão deve ser feito pelos “pais, professores, líderes religiosos de todas as crenças, líderes sociais e políticos, todos aqueles que têm influência na opinião pública”.

O presbítero explicou que “a violência vai continuar enquanto o respeito pela humanidade, a tolerância e o temor de Deus não forem pregados pelos líderes de todas as religiões”, frisou ele, observando a necessidade em todos os locais de culto e de todos os líderes religiosos de serem promotores da paz e da harmonia.

“Os inimigos da nação – ressaltou o Pe. Inayat – continuam com os seus planos desumanos para desestabilizar o país. As pessoas de boa vontade rezam por esses elementos terroristas, para que Deus mude os seus corações e suas mentes, e eles possam colocar suas energias morais a serviço da prosperidade e do desenvolvimento do Paquistão”.

Junto com uma “ação constante do Exército e do Governo para deter e prevenir a violência a fim de garantir a paz e a harmonia no país, há uma responsabilidade de todos os 200 milhões de cidadãos paquistaneses, de qualquer religião, chamados a viver e contribuir para a estabilidade e a prosperidade da nação”, comentou.

Um dos pontos fundamentais para a mudança de mentalidade e cultura, explica o sacerdote, é a escola e a formação das novas gerações, através do trabalho da educação.

“A partir disso, se inicia a construção de uma mentalidade aberta, tolerante, de diálogo, pacífica e inclusiva”, sublinhou.