A primeira atividade do Papa hoje foi visitar o Memorial dedicado às vítimas do genocídio armênio

 

25 JUNHO 2016 – A primeira atividade do Papa hoje foi visitar o Memorial dedicado às vítimas do massacre da população armênia pelo Império turco-otomano em 1915.

No Memorial, o Papa e o Catholicos foram acolhidos pelo Presidente, com o qual percorreram à pé a última parte do trajeto que leva ao monumento, aos pés do qual o Papa depositou uma coroa de flores. Um grupo de crianças portava imagens dos mártires de 1915. Diante da chama perpétua foi rezado o Pai Nosso.

Após a oração do Pai Nosso diante da “chama perpétua”, foram proclamadas duas leituras: a primeira tirada do Livros dos Hebreus (‘Tivestes que suportar uma dura luta’) e a segunda do Evangelho de João (‘Tudo o que pedirdes em meu nome, eu o farei’).

Ao final, o Papa pronunciou a Oração de intercessão:

Cristo, coroa os teus Santos
e cumpre a vontade de teus fieis e olhas com amor e doçura às tuas criaturas,
escuta-nos dos céus da tua santidade,
por intercessão da Santa Mãe de Deus,
pelas súplicas de todos os teus santos,
e daqueles de quem hoje é a memória.
Ouvi-nos, ó Senhor e tem piedade,
Perdoai-nos, expia e perdoa os nossos pecados.
Faze-nos dignos para glorificar-te
com sentimentos de graças, junto ao o Pai e ao Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.

O Papa, o Catholicos e o Presidente armênio transferiram-se então para a esplanada do Museu do Memorial. Ao longo do percurso no jardim, o Papa regou uma árvore, como gesto simbólico da visita.

Na esplanada, o comovente encontro com cerca de dez descendentes de perseguidos armênios, que na época foram salvos e acolhidos na residência de verão dos Papas de Castel Gandolfo pelo Papa Pio XI.

Antes de despedir-se, o Papa Francisco assinou o Livro de Honra:

“Aqui rezo, com dor no coração, – escreveu o Papa – para que nunca mais existam tragédias como essa, para que a humanidade não se esqueça e saiba vencer o mal com o bem. Deus conceda ao amado povo armênio e ao mundo inteiro a paz e a consolação. Que Deus guarde a memória do povo armênio. A memória não deve ser diluída nem esquecida, a memória é fonte de paz e de futuro”. (Com informações Rádio Vaticano)