MADRI, 24 Nov. 15 / 07:00 pm (ACI).- O Município de Pamplona (Espanha) pediu que se retire a parte ofensiva da exposição “Enterrados” do “artista” Abel Azcona, que roubou e profanou mais de 200 hóstias consagradas para a mesma.

 

O prefeito da cidade, Joseba Asirón, explicou que em relação a tal exposição blasfema desconheciam seu conteúdo porque o autor a tinha denominado como uma “obra de caráter retrospectivo”.

Em sua exposição, Abel Azcona usou 242 hóstias consagradas que tinha roubado durante as missas, simulando que ia comungar, posteriormente colocou-as no chão formando a palavra “pederastia” e tirou fotos sem roupa dele mesmo junto a elas, assim como fotos durante o roubo das hóstias nas igrejas.

Conforme assinala o Jornal de Navarra, o município deseja se comunicar com Abel Azcona, autor da mostra, a fim de pedir-lhe que retire a parte sacrílega da mesma. Entretanto, até então ele não respondeu as ligações.

Caso ele não responda, o governo municipal “estará encarregado a fim de que a exposição seja feita em termos nos quais está autorizada”, pois “a parte das hóstias não está permitida”, declarou o prefeito.

Nesse sentido, Asirón disse que de jeito nenhum está de acordo “com essa parte do conteúdo, pois este pode ofender os cidadãos, existe espaço para a crítica sem chegar à ofensa ou a provocação”, insistiu.

Ante as manifestações cidadãs realizadas contra a mostra sacrílega, das quais participaram mais de 200 pessoas, o prefeito fez um “apelo à calma e ponderação e dos cidadãos, a fim de assegurar a boa convivência na cidade”.

A associação ‘Abogados Cristianos’ fez uma denúncia contra Azcona pela violação dos sentimentos religiosos. Polonia Castellanos, porta-voz da desta associação, declarou ao Grupo ACI que o “município de Pamplona também recebeu o prazo para que até a próxima quinta-feira a exposição seja fechada. Caso contrário, ampliaremos a queixa em grau de cumplicidade e cooperação necessária”.

Castellanos também impulsionou na plataforma Change.org o abaixo assinado contra “Enterrados”, que até agora conseguiu mais de 84 mil assinaturas.

Por outro lado, a Arquidiocese de Pamplona e Tudela também condenou “energicamente a profanação da Eucaristia” e convocou para a Santa Missade reparação, a qual será celebrada na próxima quarta-feira, 25, às 19h nas Catedrais de Pamplona e de Tudela.