MADRI, 06 Fev. 17 / 03:00 pm (ACI).- A história de Marta é a de uma gravidez inesperada durante a sua adolescência. Entretanto, ante a surpresa e perplexidade, optou pela vida que estava crescendo dentro dela e agora assegura que é “a melhor coisa que aconteceu” na sua vida e apoia adolescentes que estão passando pela mesma situação: “Eu tenho a Lúcia todos os dias ao meu lado e isso é uma sorte, mas a jovem que aborta nunca saberá. Deste modo, se eu não conto esta história, ninguém a contará”.

 

Marta Páramo tem 21 anos e estuda filosofia. É a segunda filha em uma família de sete irmãos e mãe de Lúcia que tem quatro anos. Ela ficou grávida do seu namorado aos 16 anos.

“Eu não pensava em ser mãe antes de ter a minha filha, não era algo que eu desejava muito”, conta em um vídeo.

Entretanto, tudo mudou quando ela descobriu que estava grávida de dois meses. “Há algum tempo tinha relações sexuais com o meu namorado e muitas vezes sonhei que estava grávida, mas logo esquecia”, “fiz o teste de gravidez no banheiro durante uma festa. Nesse momento eu senti medo e angústia”, “meu pai era muito rigoroso e tinha muito medo de contar para ele…”.

Mas, apesar das dificuldades e da surpresa, a sua família e seus amigos a apoiaram durante a sua gestação. Algo que ela considera ter sido uma grande sorte.

Apesar de nunca ter pensado em contar a sua história, aceitou fazê-lo a pedido da plataforma ‘Cada vida Importa’, que englobou várias associações a favor da vida em uma manifestação pró-vida em 2015 e desde então é procurada por muitas adolescentes grávidas que não sabem o que fazer.

“Procuravam-me muitas meninas grávidas aos 16, 15 e 14 anos que estavam totalmente sozinhas, eu sou sortuda, pois tive um apoio incondicional, mas há meninas que não sabem se querem seguir em frente e não têm apoio de ninguém”.

Neste vídeo assinala: “Eu tenho a Lucía todos os dias ao meu lado e isso é uma sorte, mas a jovem que aborta nunca saberá. Deste modo, se eu não conto esta história, ninguém a contará. Estou falando a verdade que ninguém fala”, “quem lhes contará a bênção que é ter um filho?”, indica.

Assegura que quando a sua filha Lucía perguntar como ela veio ao mundo, “explicarei para ela que eu estava com medo e pensava que ser mãe era algo muito grande para mim, mas de jeito nenhum deixei de amá-la, porque desde que ela nasceu foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”.

“Ser mãe é algo muito forte, por mais que você tenha desejado ou não, sempre dá vertigem”.

Garante ainda que inveja em certa parte seus amigos quando contam “que passaram a tarde inteira fazendo alguma coisa, mas a tarde que fico com Lucía assistindo um filme e conversando é a melhor tarde da minha vida”.

Quando estão juntas, jogam “dominó, fazendo castelos e depois jogam tudo no chão, então você pode pensar que está perdendo tempo, mas é o melhor tempo que invisto e os momentos que eu mais gosto”.

Segundo explica, sonhava com “uma vida um pouco hippie” e estudar Filosofia em Barcelona, Madri e depois no exterior.

Agora, sua vida “não é tão diferente” do que sonhou, porque estuda Filosofia em Madri e está encantada.

“Lucía não prejudicou a minha vida independente, mas deu muita riqueza porque, agora, eu tenho uma perspectiva das coisas que nunca havia pensado. Lucía deu uma riqueza à minha vida que nunca tinha imaginado”.