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Papa recebe em audiência a Comunidade Shalom: O narcisismo é a doença do espelho

Na manhã segunda-feira, foi o encontro com o Papa Francisco na Sala Paulo VI

 

(ZENIT -Roma, 5 Set. 2017).- O Papa Francisco recebeu em audiência nesta segunda-feira no Vaticano, uns três mil integrantes da Comunidade Católica Shalom, entre jovens, famílias e sacerdotes, provenientes de 26 países.

As comemorações tiveram início no final da tarde do domingo na Basílica de São João de Latrão e na manhã segunda-feira, foi o encontro com o Papa Francisco na Sala Paulo VI.

A comunidade se encontra em Roma entre os dias 3 e 9 de setembro para celebrar os 35 anos da instituição. A audiência consistiu em perguntas de jovens de várias nacionalidades e as respostas do Santo Padre.

O Papa destacou que a cultura atual é muito egoísta, com uma dose muito grande de narcisismo, e explicou que a consequência disso é contemplar a si mesmos e, portanto, ignorar os outros.

Em clima descontraído, o Pontífice falou do anúncio do Evangelho, dos perigos da auto-referencialidade e do papel dos jovens na Igreja e na sociedade.

“O narcisismo produz tristeza, porque significa maquiar a alma todos os dias. É a doença do espelho. Quebrem os espelhos, jovens. O espelho engana. Olhem para fora, para os demais, fujam dessa cultura que vivemos, que é consumista e narcisista.

E se quiserem olhar para o espelho, olhem para rir de si mesmos. Saber rir de si mesmo, isso nos dá alegria”, disse.

“É preciso passar a herança, o carisma, a vivência interior de vocês. Um dos desafios que este mundo nos pede é o diálogo entre os jovens e os idosos. Os jovens necessitam escutar os idosos para ouvir a sabedoria que chega do coração e os impulsiona adiante. Animem-se neste diálogo, que é promessa de futuro”, exortou.

A Comunidade Católica Shalom é reconhecida pela Igreja Católica como Associação Internacional Privada de Fiéis tratando-se do que hoje a Igreja chama “Comunidades Novas”.

Nasceu em Fortaleza (Brasil), em 9 de julho de 1982, através do jovem de 20 anos, Moysés Azevedo por ocasião da visita de São João Paulo II ao Brasil naquele ano.

Em vista da peregrinação à Cidade Eterna, a Penitenciaria Apostólica do Vaticano concedeu aos milhares de fiéis a indulgência plenária.