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Papa a divorciadas: Os filhos não podem ser reféns entre vocês e os pais

TOLEDO, 06 Jul. 17 / 09:30 am (ACI).- O Arcebispo de Toledo e Primaz da Espanha, Dom Braulio Rodríguez, publicou hoje uma carta que conta como foi o encontro recente que ele e 35 mulheres separadas e divorciadas tiveram no Vaticano com o Papa Francisco.

 

No texto divulgado pela Arquidiocese de Toledo no dia 5 de julho, o Prelado assinala que “o Santo Padre pediu que, diante dos filhos, as mães não façam deles reféns entre elas e seus pais”.

“Parece que o Papa conhecia o drama que vivem as pessoas que se separam e exortou a considerar sempre ‘o bem das crianças’. A situação preocupante na nossa sociedade é que o ‘provisório’, o provisional, se instale nela, pois provoca a ruptura conjugal, drama cada vez mais frequente”.

O Papa, continuou o Arcebispo, sugeriu com insistência ler a exortação Amoris Laetitia, “mas todos os capítulos, especialmente o capítulo IV, que é o centro do documento”.

Em seguida, Dom Rodríguez relatou que no encontro todas as mulheres “sentiram que o Papa se mostrou muito próximo delas e suas perguntas. O ambiente de alegria, de ser acolhidos como membros da mesma família continuou quando elas entregaram ao Papa alguns presentes simples e Francisco deu um rosário para cada uma das presentes”.

O Primaz da Espanha ressaltou também que “devemos seguir em frente como grupo e devemos nos abrir a tantas outras mulheres e homens que vivem este drama da ruptura conjugal; para isso, devemos sair, acolher, escutar, acompanhar”.

“O que mais surpreendeu a todos – continuou o Prelado – foi escutar o Papa Francisco dizer: ‘Agradeço-lhes pela visita de vocês e que compartilhem esta experiência comigo. Isto me faz bem’”.

O encontro entre o Papa e as mulheres separadas e divorciadas foi realizado no dia 26 de junho, no Vaticano.

Segundo informações do site da Arquidiocese, o Santo Padre recebeu estas mulheres que fazem parte do grupo Santa Teresa e são atendidas pela delegação de família e vida de Toledo.

O encontro ocorreu, explicam, pois elas escreveram uma carta em abril e foi entregue ao Santo Padre pelo Arcebispo de Toledo, Dom Braulio Rodríguez.