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MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DOS AVÓS – 26 de julho de 2018

Ao celebrarmos a memória litúrgica de São Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem Santa Maria, a Mãe de Jesus e Mãe nossa, saudamos todos os avós, congratulando-nos com o dom e a fecundidade das suas vidas.

Os avós são uma graça que, porventura, nem sempre sabemos valorizar. Livres da pressa e do rendimento do trabalho, ensinam-nos a apreciar as coisas com gratidão e sabedoria. Marcados pela vida, guardam na memória ensinamentos do passado que previnem erros do futuro. São, no seu testemunho de oração constante e de resistência pacífica, uma verdadeira escola de evangelho. Podem ser o fiel da balança, no equilíbrio de gerações. 

Os avós são, na família, uma espécie de altar da sabedoria. Portanto, esquecer os avós é fazer tábua rasa da memória da nossa própria história familiar, das virtudes e defeitos que nos correm no sangue. 

“Na realidade, os anciãos têm o carisma de ultrapassar as barreiras entre gerações. Quantas crianças têm encontrado compreensão e amor nos olhos, nas palavras e nos carinhos dos anciãos! E quantas pessoas de idade não pressentem gostosamente as palavras bíblicas: a coroa dos anciãos são os filhos dos seus filhos”! (Fam. Cons. 27) 

Se afasta os mais velhos, a família cristã perde aquele elemento de ligação ou corrente de transmissão de valores e experiências de que vive a nossa fé! Não fossem os avôs e avós, e muitas das nossas crianças e adolescentes estariam entregues a si próprios no que respeita à catequese, à oração e à vida cristã. 

“As histórias dos idosos fazem muito bem às crianças e aos jovens, porque os ligam à história vivida tanto pela família como pela vizinhança e o país. Uma família que não respeita nem cuida dos seus avós, que são a sua memória viva, é uma família desintegrada; mas uma família que recorda é uma família com futuro.” (AL 193)

Que se valorize a dádiva daqueles que transportam em si a experiência e a sabedoria do encontro e diálogo de gerações e se receba com alegria e gratidão a sua partilha de vida. 

Que os avós se sintam valorizados e a sociedade lhes reserve um lugar na vida comum. Neste sentido, recordamos a palavra da Sagrada Escritura: “Não desprezes os ensinamentos dos anciãos, dado que eles os aprenderam com seus pais” (Ecl 8, 11).

Queremos render merecida homenagem aos nossos maiores, àqueles de quem recebemos os primeiros rudimentos da fé, os abraços mais generosos e o testemunho da mais bela sabedoria. Unimo-nos, por isso, aos netos e com eles felicitamos os avós neste dia que lhes queremos dedicar com alegria e gratidão. 

Com todos os avós celebramos a esperança que a alegria dos netos suscita em seus corações neste e em todos os dias!

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o Dia dos Irmãos

31 de maio de 2018

A vida constrói-se em torno de acontecimentos, afetos, aprendizagens, compromissos, ideais e de muitas outras realidades. De todas as experiências vividas, ressalta a importância dos irmãos, pois eles são os nossos mais próximos. Crescemos com eles em família e juntos construímos uma teia de vivências comuns únicas, irrepetíveis e marcantes. Por isso, a importância de um dia dedicado aos irmãos, a quem saudamos e dirigimos esta mensagem fraterna.

Unidos a todas as famílias, desejamos valorizar o que de tão importante acontece entre irmãos: crescer juntos, apreciar as descobertas em comum, compartilhar a proximidade e a solidariedade; consolidar a identidade que é diferença e diversidade, a entreajuda e a cooperação, a tolerância e a reconciliação; reavivar a memória comum que faz parte das histórias de vida e de família. Os irmãos integram-se na história pessoal de quem os tem e habitualmente são os primeiros amigos, por isso, Irmão é o que de mais feliz podemos ser!

O Papa Francisco lembra que “Irmão” e “Irmã” são palavras que o cristianismo aprecia muito, e que Jesus levou à sua plenitude ao dar a vida por todos. Lembra-nos também que os laços de fraternidade em família são «uma grande escola de Liberdade e de Paz (…). Em família, entre irmãos, aprendemos a convivência humana, como devemos conviver na sociedade[1]». Na família, os irmãos desenvolvem também compromissos de afeto, carinho e paciência para com os irmãos «mais frágeis, doentes e deficientes».  «No contexto da nossa sociedade tecnocrática e burocrática, urge repor a fraternidade no centro da nossa atenção e das nossas prioridades de modo a que a liberdade e a igualdade se harmonizem corretamente». Por isso, apelamos a todos os responsáveis pelo Bem Comum da Sociedade, que nos empenhemos na criação de condições para que as famílias possam experimentar «a beleza de uma ampla experiência fraternal dos filhos e filhas».

Unimo-nos a todos os que hoje celebram a alegria e a gratidão dos seus irmãos e imploramos a Deus para que nunca se interrompa a «cadeia da fraternidade» para exultarmos com o salmista: «Como é bom, como é agradável os irmãos viverem em unidade!» (Sl 133, 1). 

 

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[1] Papa Francisco, Audiência Geral de 18 de fevereiro de 2015.

A beleza do amor de mãe

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o dia da Mãe 

6 de Maio de 2018

 

É bom, belo e justo celebrar o Dia da Mãe: agradecer a todas as mães que dia e noite, todos os dias e todos anos, ao longo da sua vida, se dedicam ao acolhimento amoroso, à educação e ao crescimento integral dos filhos. 

Ser mãe não significa somente colocar no mundo um filho, mas é também uma escolha: a de dar a vida. Nada há mais nobre e mais santo!

Na sua terceira exortação apostólica, “Alegrai-vos e exultai”, o Papa Francisco recorda que a santidade é construída na vida de cada dia, com os “pequenos detalhes do amor” (n. 145). Todos sabemos, por experiência própria, que a sacralidade de tantos pequenos gestos das nossas mães deixou um sabor indizível e inesquecível no nosso coração de filhos.

As mães são verdadeiras beneméritas da sociedade, pois sabem cultivar e transmitir, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação e a força moral. São também as mães que transmitem o sentido mais profundo da vivência religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende, inscrevendo assim, indelevelmente, o valor da fé na vida de um ser humano. 

Queridas mães, obrigado por aquilo que nos dais, pelo que sois na família e por aquilo que dais à Igreja e à sociedade. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes à dos decisores políticos e económicos, dos agentes culturais e da comunicação social e todos nos empenhemos a apoiar e a proteger o dom da maternidade que começa na fecundação e nunca deixa de se manifestar.

As mães de todos os tempos têm como modelo Maria, Mãe de Jesus. Que Nossa Senhora abençoe todas as mães! As acolha e proteja sob o seu santo manto.

Como “pequena lembrança” para este dia, aqui deixamos uma singela parábola: 

Um anjo fugiu do paraíso para dar um passeio pela terra. 

No findar do dia, decidiu levar algumas lembranças daquela visita. Num jardim, viu algumas rosas: apanhou as mais bonitas e fez um belo ramo para levar para o paraíso.

Mais à frente, viu uma criança sorrir para a mãe. Encantado com a ternura daquela criança, apanhou também o seu sorriso.

Estava para partir, quando viu uma mãe olhar com amor para o seu pequenino no carrinho.  O amor jorrava como uma nascente a transbordar. O anjo pensou: «O amor daquela mãe é o que de mais bonito existe na terra, portanto pegarei também nele».

Voou para o céu, mas antes de passar pelos portões azuis, decidiu examinar as recordações para ver como se tinham conservado durante a viagem. 

As flores estavam murchas, o sorriso da criança tinha-se esmorecido, mas o amor da mãe ainda tinha todo o seu esplendor e beleza.  Pôs de lado as flores murchas e o sorriso apagado, chamou à sua volta todos os hóspedes do céu e disse: “Eis a única coisa que encontrei na terra e que manteve toda a sua beleza durante a viagem para o paraíso:

o amor de mãe!”.

 

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o dia dos Namorados

14 de FEVEREIRO de 2018

O “Dia dos Namorados”, pelo mundo inteiro festejado a 14 de fevereiro, está felizmente sob a invocação de São Valentim, um santo italiano do século III que, segundo a tradição, teria apoiado os jovens na vocação ao Matrimónio, contra a ordem do imperador que os impedia de casar, porque os queria livres para servirem no exército romano.

Também hoje a Igreja olha com simpatia e esperança todos os jovens namorados que percorrem este caminho com coragem e oferece-lhes todo o seu apoio para o discernimento e realização da sua vocação ao amor e à constituição de uma família, segundo o pensamento de Deus para cada um.

O namoro é um caminho que brotou de uma atração e que deve levar à descoberta do outro sem pressas e precipitações, para permitir um conhecimento recíproco, em ordem à construção de um projeto de vida comum.

O tempo do namoro é, pois, o tempo da aprendizagem do amor, um tempo exigente, mas belo. Diz o Papa Francisco que “fazer de duas vidas uma só é quase um milagre, um milagre de liberdade do coração, confiado à fé”.

Viver bem o namoro requer tempo, delicadeza, seriedade, que gere confiança, estima recíproca e respeito pela liberdade, que permita a cada um revelar-se tal como é, e de discernirem juntos o projeto de Deus à luz da fé, sem queimar etapas.

Por isso mesmo, é também um caminho percorrido a três. Deus deve ter um lugar na vida dos namorados, porque Ele é a fonte e a origem do verdadeiro amor, de todo o amor.

Caríssimos jovens, vivei o tempo do namoro como descoberta, acolhimento e resposta ao chamamento de Deus ao amor e à vida em plenitude no Matrimónio cristão, aprendendo a amar sem possuir e sem dominar, apoiados na Palavra de Deus, na oração e na vida em comunidade, crescendo no amor e na descoberta da alegria e da beleza da família que o Senhor vos chama a constituir, apoiados na sua graça.

Vivei alegres e puros na entrega do amor! Descobri a sua beleza à luz do amor de Deus manifestado em Jesus. Amai como Ele amou e ama. 

A Igreja acompanha-vos e conta convosco para a constituição de famílias fortes na fé, fiéis, alegres, felizes e fecundas, como Deus as sonhou e as quer constituir convosco. 

 

RCC – Que lugar na Igreja de hoje?

Antes do ensinamento que me foi proposto, quero saudar

- A Equipa Nacional, o Responsável Nacional, Dr. José Luís Oliveira, o Assistente Nacional Senhor Padre José Alberto Magalhães e demais membros e agradecer a sua comunhão, dedicação e serviço;

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