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Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o Dia dos Irmãos

31 de maio de 2018

A vida constrói-se em torno de acontecimentos, afetos, aprendizagens, compromissos, ideais e de muitas outras realidades. De todas as experiências vividas, ressalta a importância dos irmãos, pois eles são os nossos mais próximos. Crescemos com eles em família e juntos construímos uma teia de vivências comuns únicas, irrepetíveis e marcantes. Por isso, a importância de um dia dedicado aos irmãos, a quem saudamos e dirigimos esta mensagem fraterna.

Unidos a todas as famílias, desejamos valorizar o que de tão importante acontece entre irmãos: crescer juntos, apreciar as descobertas em comum, compartilhar a proximidade e a solidariedade; consolidar a identidade que é diferença e diversidade, a entreajuda e a cooperação, a tolerância e a reconciliação; reavivar a memória comum que faz parte das histórias de vida e de família. Os irmãos integram-se na história pessoal de quem os tem e habitualmente são os primeiros amigos, por isso, Irmão é o que de mais feliz podemos ser!

O Papa Francisco lembra que “Irmão” e “Irmã” são palavras que o cristianismo aprecia muito, e que Jesus levou à sua plenitude ao dar a vida por todos. Lembra-nos também que os laços de fraternidade em família são «uma grande escola de Liberdade e de Paz (…). Em família, entre irmãos, aprendemos a convivência humana, como devemos conviver na sociedade[1]». Na família, os irmãos desenvolvem também compromissos de afeto, carinho e paciência para com os irmãos «mais frágeis, doentes e deficientes».  «No contexto da nossa sociedade tecnocrática e burocrática, urge repor a fraternidade no centro da nossa atenção e das nossas prioridades de modo a que a liberdade e a igualdade se harmonizem corretamente». Por isso, apelamos a todos os responsáveis pelo Bem Comum da Sociedade, que nos empenhemos na criação de condições para que as famílias possam experimentar «a beleza de uma ampla experiência fraternal dos filhos e filhas».

Unimo-nos a todos os que hoje celebram a alegria e a gratidão dos seus irmãos e imploramos a Deus para que nunca se interrompa a «cadeia da fraternidade» para exultarmos com o salmista: «Como é bom, como é agradável os irmãos viverem em unidade!» (Sl 133, 1). 

 

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[1] Papa Francisco, Audiência Geral de 18 de fevereiro de 2015.

A beleza do amor de mãe

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o dia da Mãe 

6 de Maio de 2018

 

É bom, belo e justo celebrar o Dia da Mãe: agradecer a todas as mães que dia e noite, todos os dias e todos anos, ao longo da sua vida, se dedicam ao acolhimento amoroso, à educação e ao crescimento integral dos filhos. 

Ser mãe não significa somente colocar no mundo um filho, mas é também uma escolha: a de dar a vida. Nada há mais nobre e mais santo!

Na sua terceira exortação apostólica, “Alegrai-vos e exultai”, o Papa Francisco recorda que a santidade é construída na vida de cada dia, com os “pequenos detalhes do amor” (n. 145). Todos sabemos, por experiência própria, que a sacralidade de tantos pequenos gestos das nossas mães deixou um sabor indizível e inesquecível no nosso coração de filhos.

As mães são verdadeiras beneméritas da sociedade, pois sabem cultivar e transmitir, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação e a força moral. São também as mães que transmitem o sentido mais profundo da vivência religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende, inscrevendo assim, indelevelmente, o valor da fé na vida de um ser humano. 

Queridas mães, obrigado por aquilo que nos dais, pelo que sois na família e por aquilo que dais à Igreja e à sociedade. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes à dos decisores políticos e económicos, dos agentes culturais e da comunicação social e todos nos empenhemos a apoiar e a proteger o dom da maternidade que começa na fecundação e nunca deixa de se manifestar.

As mães de todos os tempos têm como modelo Maria, Mãe de Jesus. Que Nossa Senhora abençoe todas as mães! As acolha e proteja sob o seu santo manto.

Como “pequena lembrança” para este dia, aqui deixamos uma singela parábola: 

Um anjo fugiu do paraíso para dar um passeio pela terra. 

No findar do dia, decidiu levar algumas lembranças daquela visita. Num jardim, viu algumas rosas: apanhou as mais bonitas e fez um belo ramo para levar para o paraíso.

Mais à frente, viu uma criança sorrir para a mãe. Encantado com a ternura daquela criança, apanhou também o seu sorriso.

Estava para partir, quando viu uma mãe olhar com amor para o seu pequenino no carrinho.  O amor jorrava como uma nascente a transbordar. O anjo pensou: «O amor daquela mãe é o que de mais bonito existe na terra, portanto pegarei também nele».

Voou para o céu, mas antes de passar pelos portões azuis, decidiu examinar as recordações para ver como se tinham conservado durante a viagem. 

As flores estavam murchas, o sorriso da criança tinha-se esmorecido, mas o amor da mãe ainda tinha todo o seu esplendor e beleza.  Pôs de lado as flores murchas e o sorriso apagado, chamou à sua volta todos os hóspedes do céu e disse: “Eis a única coisa que encontrei na terra e que manteve toda a sua beleza durante a viagem para o paraíso:

o amor de mãe!”.

 

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o dia dos Namorados

14 de FEVEREIRO de 2018

O “Dia dos Namorados”, pelo mundo inteiro festejado a 14 de fevereiro, está felizmente sob a invocação de São Valentim, um santo italiano do século III que, segundo a tradição, teria apoiado os jovens na vocação ao Matrimónio, contra a ordem do imperador que os impedia de casar, porque os queria livres para servirem no exército romano.

Também hoje a Igreja olha com simpatia e esperança todos os jovens namorados que percorrem este caminho com coragem e oferece-lhes todo o seu apoio para o discernimento e realização da sua vocação ao amor e à constituição de uma família, segundo o pensamento de Deus para cada um.

O namoro é um caminho que brotou de uma atração e que deve levar à descoberta do outro sem pressas e precipitações, para permitir um conhecimento recíproco, em ordem à construção de um projeto de vida comum.

O tempo do namoro é, pois, o tempo da aprendizagem do amor, um tempo exigente, mas belo. Diz o Papa Francisco que “fazer de duas vidas uma só é quase um milagre, um milagre de liberdade do coração, confiado à fé”.

Viver bem o namoro requer tempo, delicadeza, seriedade, que gere confiança, estima recíproca e respeito pela liberdade, que permita a cada um revelar-se tal como é, e de discernirem juntos o projeto de Deus à luz da fé, sem queimar etapas.

Por isso mesmo, é também um caminho percorrido a três. Deus deve ter um lugar na vida dos namorados, porque Ele é a fonte e a origem do verdadeiro amor, de todo o amor.

Caríssimos jovens, vivei o tempo do namoro como descoberta, acolhimento e resposta ao chamamento de Deus ao amor e à vida em plenitude no Matrimónio cristão, aprendendo a amar sem possuir e sem dominar, apoiados na Palavra de Deus, na oração e na vida em comunidade, crescendo no amor e na descoberta da alegria e da beleza da família que o Senhor vos chama a constituir, apoiados na sua graça.

Vivei alegres e puros na entrega do amor! Descobri a sua beleza à luz do amor de Deus manifestado em Jesus. Amai como Ele amou e ama. 

A Igreja acompanha-vos e conta convosco para a constituição de famílias fortes na fé, fiéis, alegres, felizes e fecundas, como Deus as sonhou e as quer constituir convosco. 

 

RCC – Que lugar na Igreja de hoje?

Antes do ensinamento que me foi proposto, quero saudar

- A Equipa Nacional, o Responsável Nacional, Dr. José Luís Oliveira, o Assistente Nacional Senhor Padre José Alberto Magalhães e demais membros e agradecer a sua comunhão, dedicação e serviço;

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